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Por Rodrigo Augusto do Carmo

*Revisado por Evelyn Gomes

Nós da CBC Agronegócios estamos muito felizes com as interações que temos tido através das redes sociais, email e WhatsApp, vocês já sabem que o agronegócio nos move por isso resolvemos abrir um espaço no nosso blog para trocarmos conhecimento e ideias fomentando o debate democrático e respeitando a diversidade de opiniões que nos enriquece. Para a nossa primeira coluna, temos o prazer de dividir nosso espaço com Rodrigo Augusto do Carmo que é sócio-diretor da União Corretora há mais de 18 anos.

Gostaria de abordar e compartilhar com vocês, leitores, sobre o que o mercado de trabalho mais me ensinou durante estes últimos 18 anos de atuação no agronegócio. Por conta de toda uma bagagem de experiência profissional adquirida em tecnologia, já tinha a plena convicção de que, um dia, nossa produtividade não mais seria medida pelo nosso velho cartão de ponto, pela presença diária em um escritório, vestimenta “social ” ou por decisões centralizadas, mas, sim, pelo resultado que de fato entregamos no negócio da empresa. Infelizmente, a pandemia somente ratificou minha humilde visão.

Hoje, com uma larga experiência e conquistas pessoais obtidas no ramo e, especificamente, no exigente e tão concorrido mercado de algodão, tenho certeza de que as empresas de tecnologia onde tive como ” escola ” e atuei por 7 anos estavam certas. Estas companhias e as novas startups ainda estão na frente em relação aos demais segmentos. Enfim, basta olhar para o Vale do Silício e suas relações interpessoais voltadas à qualidade de vida de seus colaboradores e, consequentemente, melhores resultados corporativos.

Hoje temos um agro muito mais tech, em que a tecnologia também é a chave para ganho de produtividade com sustentabilidade, maior controle na gestão da propriedade, redução de custos e desperdícios, uso de biotecnologia, monitoramento da cultura, beneficiamento do produto e, por fim, uma comercialização mais eficiente e automatizada.

Entretanto, para lidar com todas essas mudanças que o mercado exige dos profissionais, temos de nos moldar e flexibilizar para essas intermináveis transformações. Falo do profissional 10.x, de uma grande inteligência emocional, focado em trabalho de equipe e uma educação continuada, possuindo visão estratégica e pensamento crítico, e com as modernas e necessárias e tão importantes “soft skills”.
Esse é o profissional que tive orgulho em me transformar, que me trouxe até aqui e só me levará adiante se a “mutação”, desenvolvimento interpessoal e a resiliência também forem uma constante.

Temos o agronegócio brasileiro como fundamental para alimentar o mundo. Falo de uma área agricultável de 550 milhões de hectares. Além disso, o Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo e também o principal produtor sustentável, já que 84% dos produtores possuem o selo internacional Better Cotton Initiative (BCI) que reconhece, entre outras coisas, a redução do uso de agrotóxicos.

Com tanto a oferecer, o agronegócio nacional já se prepara para atender um aumento estimado de 70% na demanda mundial por alimentos até 2050. Precisamos, enquanto colaboradores e profissionais do segmento, nos adaptarmos a essa criteriosa demanda para assim aproveitar esta excelente oportunidade que o nosso país nos deu.

Por fim, nunca se esqueça, seu sucesso depende somente de você.

Afinal, você é o profissional 10.x que esse mercado almeja? Se não, # fica a dica !

Rodrigo Augusto do Carmo
Sócio-diretor
União Corretora

Gostaram dessa nova coluna acontecerá aos sábados esporadicamente, então fiquem à vontade para enviarem seus conteúdo, aproveitamos para lembrar que as opiniões dessa coluna não necessariamente refletem as opiniões e valores da CBC Agronegócios.