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Por Evelyn Gomes

Na nossa última conversa falamos sobre os climas brasileiros, quais os preponderantes em cada região do país e como ele impacta a escolha da cultura ideal porém esse é não o único fator. Por isso, resolvemos trazer outro assunto tão vital quanto o clima, como é o solo.

A função do solo é dar sustentação as plantas, atuando como armazenador de água e filtros de nutrientes, e para que ele fique adequado para a agricultura são necessárias as aplicações de fertilizantes corretivos de PH e níveis tóxicos de alumínio (calcário e/ou gesso), junto a fertilizantes minerais (ureia, superfosfato, cloreto de potássio, micronutrientes), orgânicos (cama de aviário, esterco de boi ou cavalo, adubação verde com leguminosas) ou organominerais. Contudo, antes de iniciar esse processo fertilização que inclusive é uma preocupação mundial nesse momento, é preciso fazer uma análise de solo para entender qual é o da sua propriedade, quais são suas características, carências e cruzar informações com as necessidade do tipo de cultivo escolhido.

Mas, você sabe quais são os tipos de solo brasileiros? E sabia que até 2020, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tinha conhecimento de apenas 5% dos solos brasileiros? E ainda sim, é o quarto maior produtor de alimentos do mundo. O detalhamento dos tipos de solo é essencial para o fortalecimento da produção agrícola e avance do desenvolvimento sustentável, de precisão e digital, o que torna o agronegócio cada vez mais eficiente.

Pensando nisso, que o PronaSolos foi lançado em 2020, o MAPA juntamente com o Embrapa e outras instituições criaram essa plataforma que reúne em um sistema informações geográficas, mapas e dados dos solos produzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como a plataforma ainda não está disponível para o acesso de todos, trazemos aqui as 13 classes de solos que estão descritas no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Os tipos predominantes são os Latossolos, Argissolos e Neolossolos, que no conjunto estão distribuídos por 70% do território nacional, enquanto os dois primeiros representam 58% da área. Em menor escala ainda temos os seguintes tipos: Neossolos, Luvissolos, Planossolos, Nitossolos, Chernossolos e Cambissolos. As características e presença de cada um vamos ver no gráfico e descrições abaixo:

 

Fonte: Embrapa
  • Argissolos: como o nome já indica, ele costuma ter maior concentração de argila nos horizontes subsuperficiais que nos superficiais. Algumas das suas classificações costumam ficar encharcados pós chuva, o que dificulta a sua manipulação;
  • Cambissolos: apresenta níveis de fertilidades variáveis, exigindo o uso de corretivos e fertilizantes;
  • Chernolossolos: comum no Nordeste brasileiro, e apresenta boa quantidade de argila e boa fertilidade além de ser um tipo de solo mais escuro;
  • Espodossolos: com textura predominantemente arenosa, eles são mais ácidos e contém altos índices de alumínio;
  • Gleissolos: bastante comum em regiões de várzeas ou banhadas por rios, sua cor é mais acidentada por conta da perda de ferro;
  • Latossolos: Solo com boa porosidade, permeabilidade e drenagem, presente em quase todo o país, suas cores variam entre o vermelho, amarelo e vermelho-amarelado;
  • Luvissolos: mais um comum na região nordeste, contam com argila nas camadas superficiais, considerado um solo raso de cor vermelha ou amarela;
  • Neossolos: solo de pouca espessura por estar nos estágios iniciais de formação;
  • Nitossolos: apresentam boa drenagem, são estruturados e de fertilidade natural muito variável, compostos por argila vermelha;
  • Organossolos: como o nome diz, são solos orgânicos, escuros, que contém muitos restos vegetais descompostos ou semidecompostos. Bastante comum no Sudeste.
  • Planossolos: tem estrutura bastante desenvolvida ou maciça, formado por altos teores de argila e argila dispersa.
  • Plintossolos: apresentam condições limitantes em relação a passagem de água dificultando o desenvolvimento da atividade agrícola;
  • Vertissolos: comuns nas zonas secas do Nordeste, no Pantanal Sul Mato-grossense, na Campanha Gaúcha e Recôncavo Baiano, são bem férteis e têm bastante argila na produção.

Conheciam todos nomes e características dos nossos solos? Querem saber mais temas que impactam no agro?

Contem para a gente!