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Por Evelyn Gomes

Nas últimas semanas fizemos um post falando sobre algumas profissões de destaque para quem deseja trabalhar no agronegócio e como esse é um tema muito amplo e de grande interesse, nós da CBC Agronegócios, resolvemos nos aprofundar ainda mais no tema afinal quanto mais profissionais qualificados, mais eficiente será o nosso setor como um todo.

Dito isso, o assunto de hoje serão as profissões do futuro no agronegócio isso porque nesse cenário pós-pandêmico pelo qual não apenas o Brasil como todo o mundo tem atravessado a tecnologia e a digitalização desde a comunicação passando por processos e chegando a automatização de máquinas tem sido de suma importância para atender à crescente demanda por alimentos além de conciliar fatores ambientais, sociais e sustentáveis a medida que a utilização desses modelos se tornem cada vez mais presentes a facilitados inclusive pela chegada do 5g no campo.

No entanto, esse mercado carece de profissionais já que estimativas apontam que nos próximos dois anos serão criadas aproximadamente 180 mil oportunidades trabalho, contudo a previsão é que pouco mais de 32 mil dessas vagas sejam preenchidas, uma defasagem de 82% é o que indica a pesquisa realizada pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) em conjunto com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Um exemplo disso é a agricultura familiar que atualmente já emprega mais de 10 milhões de brasileiros representando 77% dos estabelecimentos agrícolas e esse número pode quase dobrar em uma década, chegando a 18,8 milhões de postos de trabalho das quais 360 mil vagas são para profissões consideradas emergentes, em outras palavras, do futuro. Quais são essas profissões?

  • Técnico em Agricultura Digital;
  • Técnico em Agronegócio Digital;
  • Engenheiro Agrônomo Digital;
  • Operador de Drones;
  • Agricultor Urbano;
  • Engenheiro de Automação Agrícola;
  • Cientista de Dados Agrícola;
  • Designer de Máquinas Agrícolas;

Apesar dessas profissões já terem uma base existente no país, essas carreiras precisam passar por remodelações para que se tornem também digitais. E, essa tem sido uma preocupação constante no setor porque as lacunas tendem a se acentuar no longo prazo se não houver investimentos nas formações profissionais no Brasil que apresentam até o momento um estado considerado como estável.

Se aumentarmos os investimentos é possível que essa defasagem diminua progressivamente ainda que o cenário em um curto prazo de 5 anos esteja longe de ser animador já que das 252,3 mil vagas dessas carreiras do futuro estão previstos a ocupação de apenas 81,1 mil delas. Enquanto na próxima década o preenchimento desses postos de trabalho previstos são de 162,3 mil para um total de 360 mil oportunidades.

Mais de 112 mil delas para técnico em agricultura digital, profissional que já está presente em pelo menos 60% das grandes fazendas do território nacional é o que estimam o Embrapa e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) de acordo com as entrevistas realizadas por essas duas instituições a previsão é que até lá o Brasil contará com apenas 40,2 mil, um gap de 64%.

Já deu para repensar a carreira? Contem para a gente o que acham do tema.