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Por Evelyn Gomes

Como vocês já sabem, nós da CBC Agronegócios, estamos sempre preocupados com o aumento da sua produtividade, no seu volume de negócios e claro na sua lucratividade. Durante o ano de 2022, comentamos por aqui alguns empecilhos que podem surgir durante a plantação como qualidade do solo, pragas, mudanças climáticas e outros. No entanto, até então não falamos ainda de um dos insumos mais importantes para uma cultura de sucesso, as sementes. 

Elas que representam entre 12% e 15% do custo total de produção e fazem parte da estratégia de uma boa safra, é a partir da escolha delas que o agricultor consegue tomar decisões cruciais desde a germinação até a colheita passando pelo uso de fertilizantes, defensivos químicos e os sistemas de irrigação. 

Estima-se que o valor da indústria de sementes global ultrapasse os 52 bilhões de dólares americanos, tendo o Brasil como um dos 3 maiores mercados, estando atrás de Estados Unidos e China de acordo com dados da Crop Life. Somos considerados referência mundial no desenvolvimento de diversas variedades, entre elas, as de soja e milho que são adaptadas às condições tropicais e subtropicais. 

Isso é refletido no aumento expansivo das safras de sementes de soja, milho, algodão, trigo, arroz e feijão que juntas somavam 1,7 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas em 10 anos, segundo dados da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM). 

A qualidade de nossas sementes também passa pela regulamentação governamental onde as amostras enviadas para análise devem seguir os critérios da Lei n° 10.711, de 05 de agosto de 2003 que disserta sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas cujo regulamento é estabelecido pelo Decreto n° 10.586, de 18 de dezembro de 2020 além das normas gerais a serem seguidas durante os processos de produção, comercialização e utilização das sementes dissertados na Instrução Normativa n° 9, de 2 de junho de 2005.

As sementes que são produzidas em conformidade com as normas podem ser submetidas ao Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), são as chamadas sementes certificadas. Elas possuem uma garantia de alta qualidade e desempenho superior em comparação com as que não obtêm o selo. Diversos fatores podem impactar nessa diferença qualitativa, entre eles: 

  • Pureza Física; 
  • Pureza Genética; 
  • Qualidade Fisiológica; 
  • Qualidade Sanitária; 

Você sabia que uma portaria do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estabelece uma porcentagem de germinação mínima para os produtores sementeiros considerados de alto vigor? Isso mesmo, é necessário que a germinação seja minimamente de 80% e a pureza das sementes de 99%. Através do uso delas, é possível garantir uma boa safra mesmo com ocorrências de doenças ou estresses climáticos. 

Outro ponto importante para estar atento na qualidade das sementes é o tratamento delas que engloba o mercado de insumos e biotecnologia. Existem dois tipos de tratamento possíveis:

  • TSI (Tratamento de Sementes Industrial): como o nome sugere, realizado dentro das indústrias antes de chegar nas mãos dos produtores, apesar do alto custo, ela apresenta mais vantagens como maior praticidade para o produtor já que ele não precisará se preocupar com complementos, maior biossegurança nos processos e diversos tipos de proteção para o plantio.
  • On Farm (Na fazenda): o tratamento fica a cargo e sob total responsabilidade de produtor, além de mais barato que a técnica anterior, com ela é possível uma personalização maior do tratamento de acordo com as suas necessidades inclusive tratar elas de maneira mais orgânica e poder garantir o controle da safra do ínicio a colheita, contudo é preciso cuidado com a falta de segurança no armazenamento incorreto e as possíveis dificuldades que podem ser encontradas na quantificação dos princípios ativos. 

Sementes é um assunto bastante amplo e que merecem mais posts por aqui para nos aprofundarmos, o que acham? Sabiam de todas essas informações?

Contem para a gente!