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O que esperar do Trigo para esta Safra de 2016/2017?

A colheita de trigo já começou no estado de São Paulo e vem avançando no Paraná, mas o mercado como um todo está enfrentando um problema com relação aos preços dos mesmos, que devem sofrer uma dura queda.

Na realidade, de acordo com a Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia) os produtores de trigo de todo o Brasil têm se mostrado disposto a negociar, por temer fortes recuos no preço por tonelada do cereal.

O que acontece por diversos motivos, mas o principal é a expectativa de boa produção brasileira de Trigo, bem como uma ampla oferta do cereal no mercado externo.

Tudo isso têm feito com que os compradores recuem significativamente nas negociações, sobretudo quando se trata de grandes volumes, que acabam reforçando ainda mais a queda do preço.

Isso faz com que os produtores aproveitem o atual patamar do trigo para negociar o cereal em detrimento do milho e da soja.

Para se ter uma ideia dessa baixa nos preços, podemos citar que há pouco mais de uma semana, no dia 26 de setembro, o trigo sofreu uma queda de 2,9% no Paraná chegando a R$678,54/t.

Entretanto, a baixa nos preços foi ainda maior em outro estado sulista, o Rio Grande do Sul, onde o cereal fechou no mesmo dia 26 com queda de 6,6%, batendo os R$695,96/t.

Apoio

Como era de se esperar, a Faep (Federação de Agricultura do Paraná) se posicionou diante da baixa solicitando ao Ministério da Agricultura apoio para a comercialização da safra de trigo, a fim de garantir a renda do produtor.

Como argumento para sua solicitação, a Faep afirmou que o recuo na paridade de importação do cereal em relação à Argentina que se deu devido ao câmbio, bem como o aumento da produção no país vizinho favorece a importação de Trigo Argentino, de modo que o cenário de pressão nos preços se torna ainda maior.

Ainda de acordo com informações publicadas pela Faep, a própria Secretaria da Agricultura já aponta um preço médio para o produtor paranaense de apenas R$38,49/saca, um valor bastante inferior ao custo operacional de R$45,08/saca e – ainda – inferior ao preço mínimo de R$38,65 que foi estabelecido para a safra de 2016/2017 na PGPM (Política de Garantia de Preços Mínimos).

A boa notícia para os produtores é que, de acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, o governo brasileiro está se preparando para intervir no mercado de trigo.

E o que deu credibilidade a esta previsão foi a última reunião da Câmara Setorial do Trigo, em Brasília, que levou a Conab a enviar uma carta circular recomendando aos armazenadores, cooperativas, cerealistas e moinhos que atualizassem os registros de seus respectivos armazéns.

Como se dará esta intervenção ainda não se sabe. Todavia, a T&F aponta duas possibilidades concretas:

  1. O governo irá realizar a aquisição de uma parte da produção para criar estoques reguladores, os quais hoje são inexistentes;
  2. O governo irá disponibilizar um auxílio para o escoamento do excedente da safra sulista para os moinhos do nordeste brasileiro.

Antes que isso aconteça a Conab precisa apresentar ao Conselho Monetário Nacional uma nota técnica explicativa sobre a atual situação do mercado de trigo brasileiro, bem como qual a necessidade de se utilizar dinheiro público neste momento.

Existe uma grande expectativa para o lançamento desta nota por parte dos técnicos da Conab, o que deve ocorrer com a definição da safra de trigo no Rio Grande do Sul, que está prevista para os meses de outubro, novembro e dezembro, de acordo com a T&F.

Diante desse cenário, é importante que tanto os produtores, quanto compradores, corretores e cooperativas consigam manter uma ampla visão do mercado do trigo, tanto externo quanto interno.

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