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Por Evelyn Gomes

Antes de iniciarmos o primeiro texto de 2023, nós da CBC Agronegócios, gostaríamos de desejar um ano repleto de prosperidade e bons negócios, para nós é mais do que uma renovação de ciclo, esse ano será uma mudança de chave pela qual temos nossas equipes trabalhando incansavelmente para que vocês possam saber mais e usufruir o quanto antes. 

Contudo essa não é a única mudança com a qual nos deparamos, apesar de não ser cunho interno, ela também impactará o agronegócio. Como é do conhecimento de todos, no último domingo, 01/01/2023, o Brasil passou a ser governado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com isso houve também a troca de todos os comandos dos gabinetes ministeriais, inclusive, o da Agricultura. 

Independente do alinhamento político pessoal, é de suma importância conhecer os novos nomes, seus retrospectos, as prioridades e sobretudo os projetos presentes no plano de governo, pois eles impactarão nossos negócios pelos próximos 4 anos, como prazo mínimo. Dito isso, a pasta que vinha sendo comandada por Tereza Cristina durante o governo Bolsonaro foi designada ao senador de 53 anos, Carlos Fávaro (PSD), ele que foi um dos fundadores da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e foi presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso). 

Está sob a sua responsabilidade a tarefa de atender às exigências nacionais de produtores e demais agentes da cadeia do Agro além do crescimento sustentável alinhado à preocupação com o Desmatamento na Amazônia, o potencial Bioeconômico nacional e a modernização tecnológica e as tendências mundiais a fim de suprir a crescente demanda nacional e internacional de alimentos garantindo a segurança alimentar brasileira e também mundial. 

E, para saber como eles pretendem alcançar esses objetivos nós lemos o Plano de Governo para o Agronegócio escrito pelo atual ministro em parceria com Neri Geller e Carlos Ernesto Augustin, e abaixo vamos ressaltar alguns dos pontos que acreditamos que merecem destaque enquanto para visualizar o arquivo completo, você pode clicar aqui.

Um dos primeiros e principais focos desse plano é a redução de juros no Plano Safra a partir da criação e implementação do Programa 1+1 que pretende diminuir as tarifas cobradas de acordo com o grau de comprometimento ambiental e social. A previsão é de desoneração de 1% sobre a taxa de juros por cada uma das ações abaixo:

  • (-1% de juros) para produtores que investem em previdência privada para seus funcionários;
  • (-1% de juros) para produtores que promovem a produção de baixo carbono e utilizam bioinsumos;
  • (-1% de juros) para produtores que ofereçam assistência médica e odontológica para seus funcionários;
  • (-1% de juros) para produtores que ofereçam cursos de qualificação profissional para seus funcionários;

Também está prevista a readequação do teto de R$ 3 milhões para a utilização de insumos com juros subsidiados para todas as linhas normais de crédito, inclusive o Pronaf e Pronampe. Com a INOVAGRO além da inclusão do financiamento de biorreatores que se fazem necessários na produção de biodefensivos, está a abertura de financiamento para aparatos tecnólogicos que promovem a conectividade no campo como tablets, antenas, drones e outros. 

O tema educação relacionada ao agro também está em pauta já que estão previstas as reformulações das grades curriculares de cursos técnicos de de graduação que abranjam as áreas de zootecnia, agronomia, medicina veterinária e agroindústria para que seja incluído o conceito de agricultura na era digital além de novas matérias disponíveis para estudo. Outro projeto é o incentivo a programas de bolsas com universidades internacionais voltadas para práticas agrícolas. 

Ainda há medidas relacionadas às práticas sustentáveis como a produção nacional de fertilizantes e de carbono positivo sem contar naquelas que visam a desburocratização do crédito e regulamentações de taxas de juros. 

Contem para a gente o que acharam desse plano de governo? Como ele impacta o seu negócio?