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Por Evelyn Gomes

Conforme prometemos no post anterior, o último tema do ano de 2022 será a respeito das projeções feitas por especialistas para o próximo ano. Apesar de sabermos que na maioria das vezes as projeções não refletem a realidade, é sempre bom tê-las em mente para utilizarmos como métricas. 

Se 2022 não foi um ano onde as expectativas foram sequer atingidas, 2023 promete ser melhor, mesmo com uma possível recessão nos Estados Unidos e Europa e apesar de altas taxas de inflação, crédito dificultado e dólar caro.

 A primeira boa notícia vem do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que prevê uma produção 11,8% maior do que a atingida em 2022, totalizando 293 milhões de toneladas entre grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas, essa estimativa ultrapassa em 1,9% o primeiro prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) que previu pouco mais de 288 milhões de toneladas.

Outra boa notícia é a previsão do PIB do agronegócio cujo crescimento está estimado em até 2,5% no próximo no em comparação com 2022 segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, já o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta o aumento de 10,9% no produto interno bruto agropecuário que deve ser puxado pela alta na produção vegetal (principalmente nas culturas de Soja e milho) na casa dos 13,4% e de 2,6% na produção dos bovinos e de suínos. Contudo esses cenários positivos estão condicionados a um período de normalidade climática que não ocorreu durante 2022.  

A área total de lavouras plantadas também tende a crescer e atingir os 82 milhões de hectares na safra 2023/2024, essa expansão que desde o ano de 2014 já contabiliza 11,8 milhões a mais de hectares está concentrada em soja que ocupará até 10,3 milhões e a cana de açúcar com mais de 2,3 milhões. Algumas culturas perderão espeço de lavoura que serão compensadas pelo ganho de produtividade.

O estado do Mato Grosso deve seguir na liderança nas produções de milho e soja nacionais cujos aumentos estão projetados para 62,2% e 40,9% respectivamente. O milho tende a apresentar essa expansão a partir da segunda safra.

A produção de carnes também parece que estará a todo vapor na safra 2023/2024, já que estão previstos o crescimento para as carnes bovinas, suínas e de aves, totalizando uma cifra aproximada a 7,9 milhões de toneladas, um crescimento significativo na última década, 30,3%.

O grande destaque é para o frango que dentre os 3 tipos é a que possivelmente apresentará o maior crescimento (35,7%), seguido da carne suína que acrescerá sua produção em 31,7% e por último, mas não menos importante, a carne bovina que terá sua produção incrementada em 22,8%.

Quando o assunto é o comércio exterior, as projeções também apresentam notícias positivas apesar dos cenários de desaceleração do consumo de bens internacional, que deve crescer apenas 1% no próximo ano. O consumo internacional da soja também deve aumentar em 1% em 2023, sendo que 74% dessa demanda deve ser suprida por países desenvolvidos.

Contem para a gente, o que acham dessas projeções e quais são as suas expectativas para 2023?