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O que esperar da Cana-de-açúcar para 2016 e 2017?

Mesmo com um cenário positivo quanto aos preços do açúcar e do etanol, devido ao déficit mundial de açúcar, todo o setor sucroenergético brasileiro não deve receber um aumento nos investimentos a fim de aumentar a produção e o processamento de cana-de-açúcar, de acordo com a avaliação do Rabobank.

Isso porque, além do ciclo positivo com o etanol ser apenas temporário e bastante curto, ainda existe o entrave quanto ao financiamento que é restrito, dificultando os “projetos greenfileds” que retomariam o crescimento dos parques de usinas.

Com isso, bancos estrangeiros não estão dispostos a correr os riscos necessários, enquanto os bancos nacionais diminuem o capital disponível e a chance de liberarem créditos mais brandos é quase zero.

Afinal de contas, o BNDES está passando por um ajuste financeiro, o mercado interno de capitais é bem iniciante e o externo está completamente fechado tanto para o setor da cana-de-açúcar quanto para o Brasil em si.

E, some-se a isso, o fato de que as companhias sucroenergéticas carregam consigo um alto endividamento. Em um levantamento feito pelo Rabobank com 35 grandes grupos responsáveis por mais de 50% toda a moagem de cana brasileira a dívida liquida atinge o número de R$135,00 por tonelada de cana moída para a safra de 2016/2017! Número este que só não é pior do que o da safra passada, que chegou a R$149,70 por tonelada.

Centro-sul

A região centro-sul brasileira, responsável por um dos maiores cinturões produtivos da cana-de-açúcar nacional deve colher uma safra ainda menor que a passada em 2017, de acordo com a Unica.

De acordo com a instituição, mesmo com as melhores condições climáticas é praticamente impossível aumentar a produção de cana-de-açúcar devido à falta de investimento nos canaviais com o decorrer dos últimos anos.

Depois de, pelo menos, dois anos de escassez nos estoques de açúcar em todo o mundo, a Datagro estimou uma produção de – no máximo – 610 milhões de toneladas, enquanto a Unica estima apenas 605 milhões de toneladas.

Diante de tudo isso a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana do Centro-sul) acredita que os péssimos números sejam resultado do baixo investimento dos produtores de cana-de-açúcar em replantio e manutenção do solo.

Todavia, a Organização prevê que essa realidade possa mudar com a melhora dos preços do açúcar:

Nós sentimos que os produtores, agora, estão dispostos a cuidar melhor das plantações”, disse Manuel Ortolan, presidente da Orplana.

Então, com mais investimento em manutenção e replantio de campos mais velhos é possível que, para a safra de 2018/2019 os números sejam melhores. Mas, até lá, a situação não deve melhorar.

Diante de tudo isso, é importante que tanto o produtor, quanto compradores, corretores e cooperativas consigam manter uma ampla visão do mercado da cana-de-açúcar, tanto externo quanto interno.

Sendo assim, a CBC disponibiliza sua plataforma de negociação de commodities, 100% online e que conecta quem está vendendo com quem quer comprar, estejam eles no mercado interno ou externo, através de operações como Bid&Ask e leilões, que contam com salas exclusivas de negociação e intermediação.

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