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Por Evelyn Gomes

Leitores assíduos do blog da CBC Agronegócios sabem que o tema Inovação está presente no nosso DNA, assim como é palavra de ordem para negócios de qualquer setor econômico que querem se perpetuar ao longo do tempo. A geração Z (nascidos entre 1995 até 2010) acostumada à tecnologia e pautada pelo imediatismo, está presente no mercado de trabalho, nos processos de sucessão familiar participando ativamente das decisões e da gestão das empresas e, claro impactando os hábitos de consumo que resvalam no nosso setor, o agronegócio. 

Como Startup, estamos sempre atentos aos movimentos do mercado para que possamos aprender com os acertos e erros dos nossos pares, e um dos exemplos mais bacanas é de como um segmento tão tradicional do agro pôde se reinventar e conquistar novos paladares. Nós estamos acostumados a consumir algumas bebidas em lata como refrigerantes, sucos e cerveja mas, já pensaram em beber vinho enlatado?

Os primeiros vinhos enlatados surgiram nos anos 1970 quando Vinhas Israel localizada em Poços de Caldas, Minas Gerais, adaptaram as embalagens da bebida para latas feitas de aço revestidas internamente com verniz que acabou deixando de ser comercializada nos anos 1990 por conta da falta de respostas das indústrias de embalagem sobre o envase de vinhos em latas de alumínio, parecer esse que só foi recebido 20 anos depois, em 2010.

Estudo comandado pela empresa especialista em embalagens de alumínio, Ball Corporation e conduzido pela Nielsen, indica que os modelos atuais de design e concepção de vinhos enlatados pensados para atrair a agradar o público jovem têm surtido efeito. 

Mil pessoas entre 25 anos e 50 anos foram entrevistadas em novembro de 2020, e 43% deles afirmaram que dariam uma chance para essa bebida justamente por conta do formato e da praticidade que a embalagem oferece, isso sem contar com os 56% dos consumidores de drinks alcoólicos que disseram já terem experimentado a bebida em lata. Entretanto, a grande surpresa aconteceu ao perceber que as mulheres millennials (nascidas entre 1980 e 1995) foram as que se mostraram mais adeptas a essa bebida. 

E, por esse motivo, a oferta de vinho em lata cresceu com várias marcas investindo no item produzidos por uvas viníferas como Vivant, Vibra!, Arya, W Wine, Yo, e Somm, essa última uma marca do grupo Ambev com o selo de qualidade da vinícola Miolo de Bento Gonçalves (RS). 

Contudo, a preferida dos consumidores de vinhos enlatados é a Lovin Wine, startup gaúcha, com sede em Porto Alegre criada em 2020 no modelo DNBV (Digitally Native Vertical Brand, em português, marcas digitais digitalmente nativas), que é responsável por toda a parte de branding e comercialização dos vinhos produzidos pela quase centenária Cooperativa Vínicola São João criada em 1931 e que conta com 480 cooperados que também atende outros mais de 120 parceiros e tem capacidade produtiva de 25 milhões de quilos de uva.

O que são números bastante expressivos para um país onde 51 milhões de pessoas consomem vinho ao menos 1 vez ao mês, o que representa 36% da população de acordo com o estudo da consultoria inglesa Wine Intelligence realizado em 2021.

E aí, quais foram os hábitos de consumo da geração Z que impactaram o seu negócio? Querem mais assuntos sobre inovação?

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