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Roubos de cargas crescem no Brasil e atingem diretamente o Agro

 

Dados do levantamento realizado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, NTC, em 2021 indicam que a subtração de cargas cresceu 1,7% no Brasil acumulando um prejuízo calculado em R$ 1,27 bilhões, dos 14.400 registros 82% foram concentrados pela região sudeste, destacando os estados de São Paulo e Rio de Janeiro que apresentaram índices de 45% e 31% respectivamente. As demais regiões do país juntam somam os 18% conforme gráfico abaixo.

 

Fonte: Portal NTC & Logística

Além de enfrentar os altos custos de fretes e problemas com infraestrutura, o agronegócio sofre por terem suas mercadorias entre as mais visadas para roubo como alimentos, defensivos agrícolas, seguidos de combustíveis e eletrodomésticos. Tais dados só demonstram a necessidade de produtores se preocuparem com a contratação do transporte e com a idoneidade da empresa ou do transportador responsável para o escoamento da sua safra por esse motivo, listamos algumas tendências no processo de gerenciamento de riscos.

  • Avaliação de Padrões de Comportamento dos Motoristas: a análise dos comportamentos do profissional juntamente com um estudo de perfil que pode incluir dados sobre multas e os respectivos motivos das infrações, quais as cargas mais transportadas e os trajetos em que cada motorista está habituado a trafegar, podem indicar uma tendência menor que esses profissionais caiam em armadilhas feitas por esses ladrões, por conta da experiência adquirida.
  • Análise de Dados: já existem empresas especializadas em criar bancos de dados no segmento de transportes de cargas que são capazes de cruzar informações sobre a segurança de determinada rota para determinado tipo de carga, além de dados sobre o motorista, como é o caso da Guep. Informações bem coletadas e analisadas podem detectar necessidades de escolta policial ou até mesmo um ajuste logístico.
  • Novos Métodos de Rastreamento: hoje em dia nossos meios de rastreamento ainda seguem padrões básicos de mercado, aparatos como localizadores de cargas móveis ou fixos com bloqueadores inteligentes podem até serem eficientes no momento da abordagem, porém estão longe de serem suficientes para evitarem os roubos. Alternativas a esses equipamentos poderiam ser as tags de pedágio usadas como meios de pagamento eletrônico que seriam integrados a sistemas de segurança já existentes para melhorar o rastreio, no entanto, seria necessário maior investimento em infraestrutura das telecomunicações nacionais para que essa tecnologia fosse suportada.

A contratação de seguros é a forma mais efetiva de minimizar prejuízos, assim como os seguros relacionados a produção e a propriedade , é preciso estar atento na contratação de um seguro para o transporte, começando pelo prazo de concretização da apólice que gira em torno de 5 dias úteis em uma corretora tradicional, e depois nas modalidades e quais são as suas coberturas.

  • RCTR-C – Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga: essa modalidade de seguro é obrigatória desde 1966 e deve ser contratada pela empresa transportadora registrada na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Ele cobre danos à mercadoria causados por acidentes como colisões, capotamentos, tombamentos e incêndios.
  • RCF- DC – Responsabilidade Civil Facultativo por Desaparecimento de Carga: a contratação desse seguro é opcional e deve ser feita também por transportadores e sua cobertura está relacionada às perdas com roubos de carga durante o trânsito. Para a contratação é aplicar as regras de gerenciamento de risco e depende da contratação do RCTR-C.
  • Seguro TN (Transporte Nacional): essa categoria é contratada pelos próprios embarcadores que são os proprietários das mercadorias e que realizam o transporte e fazem a gestão dele.
  • Seguro Avulso: como o próprio nome já diz, é contratado para uma única viagem, a apólice do seguro é feita em nome do dono da carga, podendo ele decidir quem será o transportador. Diferente dos anteriores, ele pode ser usado também nos modais marítimo e aéreo, e é precificado de acordo com a mercadoria a ser transportada.
  • Seguro de Transporte Internacional: esse tipo de seguro está vinculado as operações de importação e exportação podendo ser contratado para os transportes rodoviários, marítimos e/ou aéreo e garante a cobertura de incidentes como extravios, perdas, avarias e até roubos no deslocamento.

Já tiveram problemas com os envios das suas safras? Qual o tipo de seguro vocês contratam para transporte?

Contem para a gente as suas experiências!