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Por Evelyn Gomes

Na semana passada nós noticiamos aqui no blog toda a preocupação nacional e internacional acerca dos casos de Gripe Aviária identificados na América do Norte, Central e agora em países do sul do continente. Não se passaram nem 24 horas para que fossem confirmados a existência em solo brasileiro de outra doença que acomete carnes, dessa vez de origem bovina, enfermidade essa que também não é nova e assombra todo o mercado interno e externo e impacta as exportações. 

No última quarta-feira, 22 de Fevereiro, o Ministro da Agricultura Carlos Fávaro comunicou ao novo chefe do executivo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi identificado no estado do Pará o primeiro foco da doença, depois de quase dois anos livre de registros já que os últimos haviam sido identificados no ano de 2021 em frigoríficos de Belo Horizonte (MG) e Nova Canãa (MT).

A pasta tem tomado medidas para evitar a suspensão das exportações como aconteceu entre os meses de setembro e dezembro daquele ano por parte dos chineses que foram capazes de derrubar as balanças comerciais em 20%,  além de tentar tranquilizar os consumidores nacionais. 

Apesar dos esforços, o Brasil pode perder US $676 milhões por mês, o que representa uma média de 520 mil animais abatidos que são enviados para o mercado asiático a partir da suspensão das exportações para a China já que ambos países assinaram um acordo de protocolo sanitário em 2015 que decreta o autoembargo para exportações diante casos vaca louca, em outras palavras, caso seja identificado algum caso da doença o governo brasileiro suspende automaticamente o envio de carne. Inclusive, outros países podem pedir a suspensão, como aconteceu com Filipinas, Rússia e Arábia Saudita em 2021.

Como aconteceu com as notícias da proximidade da gripe aviária, o mercado de ações também reagiu negativamente no último dia 22, com o fechamento em queda nos papéis da JBS (4,33%) e Minerva (7,92%). Por outro lado, não é esperado uma derrubada nos preços da carne para o consumidor final, isso porque o mercado interno demonstra solidez para manter a oferta atual em patamares próximos à R$ 250 e R$260 por arroba.

Ainda que o Brasil seja considerado um território de risco insignificante para a ocorrência do Mal da Vaca Louca segundo classificação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) por ter apresentado nas últimas décadas apenas registros isolados da doença que foram controlados e abatidos como se deve, é sabido que nesse caso paraense o animal enfermo não era criado em regime de confinamento embora o animal tenha sido abatido e a fazenda encontra-se em isolamento. 

Mas afinal, o que é o Mal da Vaca Louca? A doença ficou conhecida após um surto ocorrido em 1990 no Reino Unido e consiste na Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB) que degenera o sistema nervoso dos bovinos alterando o comportamento dos animais que passam a ficar agressivos, por isso o nome Vaca Louca. 

Uma das principais formas de contaminação é através do consumo de rações feitas com proteína animal contaminada sejam elas farinha de carne e ossos de outras espécies. O que no nosso país é crime federal alimentar ruminantes com cama de gato ou quaisquer outros restos já que essa enfermidade na prática amolece os cérebros dos animais como uma esponja. 

 Conte para a gente o que acha do Mal da Vaca Louca e como isso afeta o seu negócio!