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Por Evelyn Gomes

Nas últimas semanas o assunto inteligência artificial voltou a estar entre os temas mais comentados em noticiários, fóruns e até mesmo entre a população por conta do protótipo de um chatbot desenvolvido pelo OpenAi  que conta com essa tecnologia e é especializado no diálogo. Apesar de ser muito útil para vários setores, para o agronegócio ainda não foi possível desbravar seus benefícios além de temas relacionados ao atendimento e marketing

Entretanto, há inúmeras outras tecnologias que utilizam IA e podem ser de grande valor para o nosso setor como é o caso da nova parceria do Embrapa com empresas israelense e japonesa que no momento estão testando um equipamento que permite capturar e simular sinais cerebrais para detectar doenças em plantas que estejam em estágio inicial nos cultivos de soja. 

De acordo com estudos realizados pelo Consórcio Antiferrugem, que reúne empresas e pesquisadores, os custos para o tratamento específico dessa doença ultrapassam os 2 bilhões de dólares americanos por safra já levando em consideração os usos de anti fungicidas e as perdas de produtividade provocadas por ela, isso porque ataques mais severos da ferrugem asiática, essa enfermidade que desembarcou no país em 2001, são capazes de acometer até 80% das lavouras. 

A junção de tecnologias da InnerEye, uma brainTech israelense e a japonesa Macnica DHW resultaram no equipamento capaz de simular o cérebro humano no momento em que especialistas detectam as plantas doentes automatizando e dinamizando o diagnóstico, para pesquisadores a utilização de equipamentos como esses serão capazes de diminuir os prejuízos já que facilitaram a tomada de decisão de fazendeiros além de racionalizar os recursos naturais. 

Os primeiros testes e validações ocorreram em agosto do ano passado com a presença do desenvolvedor Yonatan Meier que veio desde Israel e explicou em termos práticos como funciona a inteligência artificial de seu produto: “Por meio da captura de ondas cerebrais, a solução é capaz de identificar o julgamento e a classificação de uma imagem observada por uma pessoa, permitindo que essa imagem seja rotulada de forma automática e imediata”.

Os resultados iniciais foram considerados positivos já que o equipamento ajudou na identificação de folhas doentes (oídos ou ferrugem) e saudáveis com alto grau de assertividade. Os próximos passos da pesquisa vão além da identificação de doenças, para a classificação delas no plantio de soja principalmente naqueles grãos que têm maior apelo comercial, planos de expansão para as culturas de milho e café também estão sendo mapeados pelos centros de pesquisa do Embrapa. 

E como essa tecnologia pode ser empregada no dia a dia dos produtores? Os modelos que já foram treinados poderiam ser facilmente integrados aos maquinários e aplicativos em telefones celulares que seriam capazes inclusive de suprir parte da demanda de setores que carecem de profissionais qualificados como é o caso da rotação das pastagens da pecuária leiteira onde são necessários técnicos experientes para a localização de piquetes mais apropriados para a maximização da produção de leite. 

Conte para a gente, já conhecia essa nova tecnologia IA? Querem testar também?