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Greve e aumento de demanda sobre cotação do trigo

Com alta da cotação internacional, indústria brasileira priorizou aquisição do grão no Brasil.

Os negócios no mercado do trigo se estagnaram nas duas últimas semanas devido à greve dos caminhoneiros. Segundo avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os produtores retiveram a oferta do produto na expectativa de preços mais vantajosos. A saca do trigo chegou a custar R$ 45,52 no Paraná – antes da greve a cotação estava em torno de R$ 30.

Há outra justificativa para a alta cotação do produto no país: no mercado internacional, o preço do trigo se elevou, principalmente na Argentina. As indústrias brasileiras priorizaram as aquisições do trigo nacional, o que contribuiu para a elevação dos preços pagos aos produtores da região Sul ao longo dos últimos dois meses. Com o avanço na colheita da safra de verão, os fretes passaram a ser mais disputados em todas as regiões produtoras, elevando os custos nas operações de venda do trigo.

Apesar da estagnação na agricultura devido às manifestações dos rodoviários, a safra de 2017/2018 está em colheita e o lucro varia entre 5% e 6%, de acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas. Nesta temporada, o Departamento de Economia Rural (Deral) aponta um custo de produção de R$ 38,07 por saca para uma produtividade de 48 sacas por hectare no Paraná.

Entre março e abril, as cotações das farinhas para pré-mistura, massas em geral, integral, bolacha salgada, panificação, massas frescas e bolacha doce registraram alta  entre 4 e 6%. Estas valorizações foram influenciadas pela necessidade de repasse de custos, desde a aquisição da matéria-prima até gastos com energia elétrica. Para o farelo, as valorizações foram ainda mais intensas. De março para abril, o preço do derivado ensacado subiu 13,4% e o do a granel, 10,64%.

Nova safra

Os dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) mostram que 68% da área destinada ao trigo foi plantada. Disto, apenas 40% encontra-se em fase de germinação e 60% em desenvolvimento vegetativo, sendo 70% o total de lavouras em boas condições de plantação. Em comparação a 2017, neste mesmo período o Paraná já tinha 100% das lavouras em boas condições, com 90% já em desenvolvimento vegetativo e apenas 10% no estágio de germinação.

No Rio Grande do Sul, também ocorrem atrasos. Conforme os dados da Emater/RS, o início do semeio do trigo no Rio Grande do Sul, que até o final de maio já havia atingido 5% do esperado. O órgão relata que o normal para o período é atingir 12% do total. Os atrasos nas entregas de insumos, por causa da grave dos caminhoneiros, impossibilitou o avanço nos trabalhos.

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