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Por Evelyn Gomes

O nosso especial #AgroPorEstado de hoje é mais um representante da região sul do país, nós que já falamos por aqui sobre o Paraná, temos mais um estado com cidades figurantes na lista dos 100 munícipios mais ricos do Agronegócio de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as cidades gaúchas de Vacaria e Muitos Capões nas 96º e 98ª posição do ranking.

O Rio Grande do Sul conta com 365.094 estabelecimentos agropecuários atingindo uma área correspondente a 21,7 milhões de hectares segundo o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizado no ano de 2017. Esse estudo também aponta que 42% da área ocupada por essas propriedades são pastagens enquanto 36% são destinadas a lavouras de culturas permanentes e temporárias.

A distribuição territorial do estado gaúcho pode ser explicada por vários motivos entre eles questões histórias, econômicas e relacionadas ao clima e ao solo, e por isso, uma grande parcela dos estabelecimentos de pequeno porte estão localizados na mesorregião Noroeste do Rio Grande do Sul, já as propriedades de médio e grande porte que se destinam sua produção ao cultivo de arroz, sojicultura e são especializados na pecuária de corte estão concentradas nas regiões abarcam os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) Campanha Sul e Fronteira Oeste.

A cadeia do agronegócio tem extrema importância econômica para o estado, isso porque a agropecuária representa 30% da base econômica de 268 munícipios gaúchos enquanto para 73 o setor compreende 50% da geração de riquezas, no entanto, há cidades com um número igual ou inferior a 5000 habitantes que a dependência é de 70% como é o caso de Jari, Muitos Capões, André da Rocha e Jacuizinho.

 E, nesse caso não estamos falando apenas relacionado a produção e as atividades que são consideradas “dentro da porteira”, os fornecedores de insumos, máquinas e implementos, assistência técnica e financiamento que são considerados os “antes da porteira” também fazem parte dessa engrenagem econômica assim como os responsáveis pelo processamento e escoamento da produção, os “depois da porteira”. Tudo isso se traduz na geração de empregos, conforme publicado pelo portal G1 no ano passado o agronegócio foi responsável por 350.549 postos de trabalho com carteira assinada, um crescimento de 13% em comparação com 2020.

E se esses números ainda não foram capazes de convencer da relevância do Rio Grande do Sul no agronegócio, o estado exportou em 2021 o equivalente a 15,3 bilhões de dólares estadunidenses, uma alta de 52,4% em referência ao ano anterior, 2020, o destaque vai para a soja que representou mais da metade do valor, US$ 7,8 bilhões, seguido pelo setor de carnes (US$ 2,3 bilhões), produtos florestais (US$ 1,5 bilhão), cereais, farinhas e preparações (US$ 697,9 milhões) e o fumo (US$ 1,2 bilhão).

A China é o principal consumidor dos produtos gaúchos sendo responsável por 48,6% das compras, na sequência está a União Europeia que adquire 11,2%, Estados Unidos com 4,4%, Coréia do Sul (3%) e Vietnã (2,4%). Contudo, o cenário para 2022 não parece tão animador já que as previsões de estiagem e forte alta nos custos de produção podem deteriorar ainda mais a situação dos produtores e afetar a geração de emprego e renda.

Contem para a gente, sabiam todos esses dados sobre o Rio Grande do Sul? Negociam com os gaúchos?