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A disputa entre EUA e China é boa para o Brasil?

Veja a opinião de analistas sobre os impactos da disputa na balança comercial brasileira

 

A medição de forças entre Estados Unidos e China continua escalando, com novas tarifas sendo impostas pelos dois países. Em julho, a disputa afetou o mercado de soja, carne de porco e frutos do mar. O Brasil exporta os três produtos, mas os analistas divergem sobre os efeitos dessa disputa para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou em coletiva de imprensa que, no longo prazo, a briga entre China e EUA terá efeitos negativos para o Brasil. No curto prazo, a avaliação do ministro é de efeito positivo, devido ao aumento da demanda da soja brasileira por parte da China. Mas no longo prazo, o ministro diz que os altos preços dos grãos irão tornar as exportações brasileiras menos competitivas.

 

O analista de macroeconomia e política da Tendências Consultoria Integrada, Silvio Campos, também tem uma avaliação cautelosa. Ele prevê que uma escalada protecionista afetará negativamente o comércio internacional e, por consequência, toda a economia mundial

 

Por outro lado, o analista de investimento da Mirae, Pedro Galdi, vê como uma oportunidade para o mercado da carne, que deve ser uma alternativa para a China se desviar das taxas estadunidenses. Um resultado positivo apontado por Galdi já é o superávit primário da balança no final de julho.

 

De toda forma, os especialistas avaliam que é difícil prever os efeitos para o Brasil da disputa comercial entre EUA e China, já que o país ainda enfrenta rescaldo da greve dos caminhoneiros, ainda que de forma marginal. “Ao menos enquanto a situação dos fretes não for bem resolvida”, destaca Campos. Para o analista, a ideia do tabelamento é ineficiente e aumenta os custos do transporte dos produtos, “o que pode influenciar negativamente algumas cadeias mais dependentes deste serviço”, afirma.

 

Internamente, a balança também tem em seu retrovisor as eleições, que atuam de forma indireta sobre a economia e geram incerteza quanto à taxa de câmbio, com o dólar voltando ao patamar de R$ 3,70. “O efeito das eleições só poderá ser sentido de forma mais direta após as eleições, conforme o posicionamento do futuro presidente”, pondera Galdi.

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