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Por Evelyn Gomes

Nesse texto vamos entender o que são, como funcionam e como podemos nos prevenir?

Recentemente falamos sobre os climas brasileiros e como eles interferem na escolha do produto a ser cultivado e a importância dos seguros para as safras e como eles podem auxiliar a minimizar as possíveis perdas financeiras principalmente quando são ocasionadas por intempéries do clima.

O El Niño e La Niña, termos em espanhol que significam “o menino” e “a menina”, na verdade também são os nomes de dois fenômenos climáticos bastante presentes nos noticiários meteorológicos, e que interferem diretamente na nossa vida cotidiana e mais ainda na vida do agricultor. E afinal, o que são esses dois?

São anomalias climáticas provocadas por variações de temperatura das águas do Oceano Pacífico e que podem afetar a temperatura e o clima não só do Brasil como de várias partes do mundo. No entanto, essas influências não necessariamente apenas negativas, dependendo dos efeitos de cada uma, que veremos abaixo, elas podem ser também benéficas.

Fonte: Stonex

 O El Niño, é um fenômeno que não acontece de forma prevista, porém ocorre em média 2 vezes a cada dez anos com duração aproximada de 18 meses, e acontece aproximadamente entre os meses de outubro e março. Ele é marcado pelo enfraquecimento dos alísios, que sopram em direção à Linha do Equador sendo originários dos trópicos e que são responsáveis por carregar calor e umidade em direção às áreas equatoriais. Este enfraquecimento ocasiona um efeito chamado de “aquecimento do Pacífico”, e ainda que o nosso país não seja banhado por esse oceano, sofremos os efeitos colaterais dele.

Por aqui, O El Niño provoca as seguintes alterações climáticas em cada região do país:

  • Nordeste: menor índice de chuvas e secas mais severas;
  • Norte: redução no volume de chuvas no leste e norte da Floresta Amazônica, com estiagens e aumento do acontecimento de queimadas;
  • Centro-Oeste: maior volume de chuvas durante o verão, elevação das temperaturas na segunda metade do ano;
  • Sul e Sudeste: fortes pancadas de chuva e calor intenso.

Já o La Niña, é o resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico por conta do aumento da força dos ventos alísios, ocasionando que grandes densidades de água sejam empurradas para o leste da Austrália. Assim como o anterior, ele também altera a distribuição de calor e umidade no planeta. Diferentemente do El Niño, esse fenômeno acontece com maior regularidade, em intervalos que variam entre dois e sete anos e sua duração média é de 1 ano.

Os efeitos podem ser sentidos em qualquer parte do país, e acontecem da seguinte forma:

  • Nordeste: o sertão pode receber mais chuvas;
  • Norte: aumento da intensidade de chuvas na Amazônia durante a estação chuvosa;
  • Centro-Oeste: há tendências de estiagem;
  • Sul e Sudeste: entram em um período de frio e seca intensa;

Para as lavouras e consequentemente toda a cadeia do agronegócio, esses fenômenos podem impactar na produtividade, nos cronogramas de preparação, plantio e colheita, nos transportes e tudo isso influencia nos preços negociados.

Contem para a gente, sabiam sobre o El Niño e La Niña?

Como vocês enfrentam esses dois fenômenos no dia a dia?