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Crise do Robusta deve fazer a exportação brasileira de café cair pelo 2° ano consecutivo

 

De acordo com dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) e da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), a exportação do café brasileiro deve recuar pelo segundo ano consecutivo, em 2017.

Isso porque os embarques dos maiores produtores da commoditie vêm sendo atingidos pela falta do grão tipo Robusta.Segundo a Cecafé, os embarques não devem passar das 32 milhões de sacas (60kg), considerando o café verde e industrializado. Ou seja, uma queda de 2 milhões de sacas com relação ao mesmo período em 2016 e bem distante do recorde batido em 2015 com 37 milhões de sacas.

Ainda de acordo com a Cecafé, o problema está justamente no Conilon (Robusta), que era responsável por 4 milhões de sacas na exportação. Somado a isso, ainda existe o fato de que esta escassez do Conilon, inclusive, gerou um forte movimento pela liberação da importação do grão. O que leva a um outro fator negativo para as exportações.

Pois, no mercado, tem-se utilizado muito mais do café arábica com o intuito de suprir a falta de robusta, que é bastante utilizado pelas indústrias que fabricam o café solúvel, bem como nos blends das torrefadoras.

Atualmente, estes blends – que costumam utilizar os dois tipos de grãos – estão sendo preenchidos com uma maior quantidade do café arábica de menor qualidade. Isso fez com que muitos dos exportadores brasileiros vendessem uma grande quantidade de face arábica no mercado interno. Em suma, é o mercado interno que está tirando o arábica da exportação.

O que é um problema sério para o Brasil que, atualmente, é o maior exportador de café do mundo, bem como o segundo maior consumidor, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

De acordo com a Cooxupé, esses números negativos devem permanecer ao longo de todo este ano, pois a produção de Conilon não se recuperou e os poucos estoques destes grãos estão bem baixos. Quanto a falta dos grãos, a Cecafé acredita que essa escassez no mercado interno está ocorrendo devido às fortes secas ocorridas no Espirito Santo e na Bahia, que prejudicaram a produção dos dois maiores produtores deste grão.

Todavia, a crise na exportação pode não chegar a ocorrer este ano, mas ser jogada para 2018, pois – de acordo com o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa – um “rali” nos preços pode fazer com que os produtores limpem seus estoques dos grãos, devido aos valores mais altos conseguidos diante da falta da commoditie no mercado externo. Segundo Paulino: “O café as vezes dá cria”, disse o presidente em tom de brincadeira.

Diante de tudo isso, é importante que tanto o produtor, quanto compradores, corretores e cooperativas consigam manter uma ampla visão do mercado do café, tanto externo quanto interno.

Sendo assim, a CBC disponibiliza sua plataforma de negociação de commodities, 100% online e que conecta quem está vendendo com quem quer comprar, estejam eles no mercado interno ou externo, através de operações como Bid&Ask e salas exclusivas de negociação e intermediação.

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