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Quem é leitor assíduo do nosso blog sabe que quinta-feira é dia de conteúdo especial por aqui, nas últimas semanas iniciamos o #CaminhosDoAgro realizado em parceria com a Brasil Fretes. E, como não podia deixar de ser, o tema é logística, ela que afeta o escoamento das nossas safras, sofrem grandes impactos com alteração de preços de combustíveis e que obviamente inflacionam os valores dos produtos.

É impossível falar sobre transportes e não citar o rodoviário, modal que é responsável por carregar 60% de toda a mercadoria nacional e que no ano passado cresceu 46% cujo maior volume registrado teve origem no Rio Grande do Sul, estado que representou cerca de 59% dos embarques dos quais 67% são produtos agropecuários tendo como destaque a soja (22%) seguido de fertilizantes (21%) e trigo (20%) enquanto para os demais estados da federação os fertilizantes aparecem na primeira posição de produtos transportados com 31%, já o milho e a soja aparecem com 10% e 9% respectivamente.

Apesar desse crescimento, dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que 73% das rodovias que são de administração publica apresenta irregularidades fazendo com que os custos operacionais sejam em média 35,2% maiores. Para se entender a real dimensão do problema, uma carga cujo trânsito é feito por uma rodovia regular o seu custo é aumentado em média 41% já em rodovias consideradas com condição ruim esse número já sobe para 65,2%, agora se a rodovia está em péssimas condições o custo operacional seja quase a dobrar já que ele sofre um incremento de 91%.

Vale lembrar que apenas 12,4% da malha rodoviária é pavimentada e a vida útil da pavimentação varia entre 8 e 12 anos, porém com o grande fluxo de caminhões essas previsões não se confirmam o que afeta diretamente o desenvolvimento regional que depende do transporte como os problemas apontados nas rodovias e trechos abaixo que cortam o país do Oiapoque ao Chuí. No entanto, nem tudo são mais notícias, o governo levou em conta o crescimento necessário para diversos setores e em especial agronegócio e até 2026 prometeu investimentos na casa dos R$ 124 bilhões de acordo com a ABID (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

E apenas para citarmos alguns desses empecilhos temos rodovias esperando federalização como é o caso da BR 163 entre os trechos de São Miguel do Oeste e Itapiranga, ou então, adicionar uma terceira faixa SC 283 entre Concórdia e Itapiranga. Revitalizações também precisam ser realizadas tais como BR 158 entre ponte do Rio Uruguai em Iraí/RS até o entroncamento na BR 282 em Maravilha, e SC 386 no trecho que vai de Iporã do Oeste a Palmitos. Contudo já existem projetos em andamento que prometem melhorar a vida dos caminhoneiros, assim como a duplicação da BR 376 além da construção de uma ponte na rodovia que é conhecida como a Rodovia do Agronegócio Brasileiro que promete encurtar em até 100 km a viagem entre o Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá.

Contem para a gente o que acham das rodovias brasileiras? Quais vocês adicionariam para a lista de melhorias?