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Boletim Semanal CBC Agronegócios

Fique por dentro das principais análises, projeções, preços e demais notícias do Agro dessa semana.

20 a 24/05 de 2019

 

ARROZ: PRODUTOR RETRAÍDO E INDÚSTRIA ATIVA SUSTENTAM MOVIMENTO DE ALTA

O ritmo de negócios de arroz em casca no Rio Grande do Sul esteve lento nos últimos sete dias, de acordo com levantamento do Cepea.  Do lado vendedor, enquanto alguns produtores estiveram retraídos para venda do cereal, outros deram prioridade para as negociações de soja. Apenas orizicultores com necessidade de “fazer caixa” disponibilizaram lotes de casca. Por outro lado, indústrias (seja do Rio Grande do Sul ou de outros estados, como do Centro-Oeste) seguem ativas para novas aquisições. Algumas empresas aumentaram suas ofertas de compra, inclusive para o arroz “livre” (depositados nas propriedades rurais). Entretanto, parte das beneficiadoras tem negociado o cereal depositado em seus armazéns. Assim, entre 14 e 21 de maio, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros ficou estável (-0,02%), fechando a R$ 44,13/sc de 50 kg na terça-feira, 21. A média de maio, de R$ 44,11/sc, está 5,57% maior que a média de abril/19 e 19,86% superior à média de maio/18 (valores atualizados pelo IGP-DI de abril/19).

 

ALGODÃO: PREÇOS CAEM PELA SEGUNDA SEMANA CONSECUTIVA

Pesquisas do Cepea apontam que o ritmo de comercialização envolvendo o algodão em pluma está bastante lento e os preços, em queda pela segunda semana consecutiva. Boa parte das indústrias consultadas pelo Cepea está fora de novas aquisições – apenas compradores com necessidade de atender contratos estão ativos e, mesmo assim, cautelosos quanto aos valores ofertados e à qualidade da pluma – a maioria dos lotes disponibilizados é mista em tipo e/ou características (como micronaire, fibra e cor). De 14 a 21 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 0,4%, fechando a R$ 2,8585/lp na terça-feira, 21. No acumulado de maio (até o dia 21), o Indicador caiu 3,03% e, no ano (de 28 de dezembro a 21 de maio), 6,75%.

 

CAFÉ: AVANÇO EXTERNO E ALTA DO DÓLAR ELEVAM PREÇOS DO ARÁBICA E ROBUSTA NO BR

O avanço dos preços externos e a valorização do dólar elevaram em alguns dias as cotações internas do arábica e do robusta. Esse cenário, aliado à necessidade de produtores consultados pelo Cepea em fazer caixa para realização da colheita, fez com que negócios pontuais ocorressem nos últimos dias tanto no spot quanto para entrega futura (em 2020 e 2021). Na terça-feira, 21, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 389,37 /saca de 60 kg, alta de 1,5% em relação à terça anterior, 14. Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 281,26/sc de 60 kg, avanço de 1,8% em relação à terça anterior, 14.

 

TRIGO: PREÇOS DE GRÃOS E DERIVADOS SE ENFRAQUECEM NO MERCADO INTERNO

Os preços do trigo em grão e dos derivados estão enfraquecidos no mercado brasileiro, de acordo com pesquisas do Cepea. Representantes de moinhos nacionais estão retraídos do mercado, indicando dificuldades no repasse dos custos da matéria-prima e dos fretes ao produto acabado. Esses demandantes alegam que as vendas tanto por parte das indústrias alimentícias como pelo varejo registram baixo ritmo, o que tem elevado os estoques e reduzido a necessidade de novas compras de grão no spot. No mercado de derivados, enquanto parte dos agentes consultados pelo Cepea eleva os preços de venda, devido à maior cotação do grão importado e do alto custo de produção, outros reduzem os valores, no intuito de aquecer as vendas.

 

AÇÚCAR: VENDAS SEGUEM ESTÁVEIS NO MERCADO SPOT DO ESTADO DE SP

O volume das vendas do açúcar cristal de melhor qualidade – Icumsa até 180 – seguiu estável no mercado spot do estado de São Paulo ao longo da última semana. De acordo com pesquisas do Cepea, a demanda não tem apresentado sinais de aquecimento para este tipo de açúcar, mesmo com a alta do dólar – vale lembrar que a moeda norte-americana elevada estimula as exportações e, consequentemente, reduz a disponibilidade doméstica. Segundo compradores consultados pelo Cepea, a parcela do açúcar fixada em contratos tem sido suficiente para dar andamento à produção industrial. Entre 13 e 17 de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 70,57/saca de 50 kg, ligeira alta de 0,03% em relação à semana anterior (R$ 70,55/saca de 50 kg). Já para o mercado que envolve os tipos de açúcar de cor mais escura, houve aumento na quantidade negociada ao longo da última semana.

 

MILHO: PRODUTORES SE RETRAEM E PREÇOS VOLTAM A SUBIR NO BR

Após acumular quedas consecutivas entre a primeira quinzena de março e as primeiras semanas de maio, o preço do milho voltou a subir no mercado brasileiro, principalmente em regiões consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina. O movimento de recuperação, que vem sendo verificado mesmo diante da perspectiva de disponibilidade elevada na atual safra, está atrelado à retração de produtores, que passaram a ofertar apenas pequenos lotes no spot. No geral, contudo, o ritmo de comercialização está lento, tendo em vista que muitos compradores consultados pelo Cepea adquirem volumes pontuais, ainda na expectativa de boa disponibilidade interna do cereal no segundo semestre. Entre 10 e 17 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, na região de Campinas (SP), subiu 5,3%, fechando a R$ 34,69/sc de 60 kg na sexta-feira, 17. As altas dos preços nos portos também influenciaram os valores regionais. Muitos vendedores consultados pelo Cepea têm aproveitado para fechar negócios próximos a R$ 37,00/saca de 60 kg para embarque no segundo semestre. Neste caso, a valorização do dólar frente ao Real e as quedas dos preços domésticos nas últimas semanas têm mantido em alta a competitividade internacional do milho brasileiro e, consequentemente, estimulado novos negócios para exportação.

 

SOJA: COTAÇÕES TÊM FORTE ALTA NO BRASIL E NOS EUA

Os preços internos da soja voltaram a subir com certa força, impulsionados pelas altas nos prêmios de exportação do grão e dos derivados (sinal de maior demanda externa), pela valorização do dólar e pela elevação dos valores externos. Segundo pesquisadores do Cepea, essa reação dos valores da soja atraiu o vendedor e elevou a liquidez, especialmente para exportação – que só não foi mais intensa devido à falta de cota nos portos. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu expressivos 6,4% entre 10 e 17 de maio, indo para R$ 78,38/saca de 60 kg na sexta-feira, 17. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou forte alta de 6,5%, a R$ 73,93/sc de 60 kg na sexta.

Fonte: Cepea

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