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Boletim Semanal CBC Agronegócios

Fique por dentro das principais análises, projeções, preços e demais notícias do Agro dessa semana.

13 a 17/05 de 2019

 

ALGODÃO: À ESPERA DA NOVA SAFRA, COMPRADOR RECUA E PREÇO CAI

Compradores de algodão em pluma seguem retraídos do mercado, trabalhando com o produto já contratado e no aguardo do avanço da colheita da nova temporada, o que tem deixado a comercialização ainda mais enfraquecida. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos preços internacionais (Cotlook A e dos contratos na Bolsa de Nova York) também influenciou a retração de indústrias. Para corretores e comerciantes, as negociações também estão lentas. Neste caso, o desafio está em “casar” os valores entre indústria e produtor. Boa parte dos lotes apresenta alguma característica de cor, micronaire e/ou fibra. Do lado produtor, cotonicultores estão finalizando as entregas de contratos ou disponibilizando no spot os saldos da safra 2017/18. Agentes também seguem atentos às lavouras da safra 18/19, que apresentam bom desenvolvimento na Bahia e em Mato Grosso, e ao elevado volume a ser colhido. Nesse cenário, de 7 a 14 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 1,5%, fechando a R$ 2,8706/lp nessa terça-feira, 14. Na parcial de maio (até o dia 14), o Indicador acumula queda de 2,6%.

 

ARROZ: COM INDÚSTRIA ATIVA, LIQUIDEZ AUMENTA NO RS; PREÇO SEGUE ESTÁVEL

A liquidez esteve elevada no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul nos últimos dias. Segundo colaboradores do Cepea, as beneficiadoras do estado mantiveram o interesse por novas aquisições, com o objetivo de repor estoques. Do lado produtor, alguns estiveram mais ativos, devido à necessidade de “fazer caixa” para cumprir com pagamentos de safra. Já outros, que também trabalham com outras commodities, seguiram retraídos – os produtores que venderam soja antecipada estão mais capitalizados, recuados para a venda de arroz. Nesse cenário, as cotações permaneceram praticamente estáveis na última semana. Entre 7 e 14 de maio, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros subiu ligeiro 0,16%, fechando a R$ 44,14/sc de 50 kg nessa terça-feira, 14 – na parcial do mês, porém, o Indicador registra alta de 2,7%.

 

CAFÉ: PREÇOS DOMÉSTICOS REAGEM DIANTE DE ALTAS EXTERNAS

Negócios pontuais envolvendo os cafés arábica e robusta têm sido observados no spot nacional. Conforme colaboradores do Cepea, o andamento da colheita no Brasil tem deixado produtores mais ativos no mercado, visto que muitos precisam se capitalizar. Os preços, por sua vez, reagiram nos últimos dias – vale lembrar que os atuais patamares são os mais baixos desde 2013 –, influenciados por altas nos valores externos do arábica e do robusta. Nessa terça-feira, 14, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 383,24/saca de 60 kg, alta de 1,7% em relação à terça anterior, 7. Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 276,12/sc de 60 kg nessa terça, 3,7% superior ao da terça anterior, 7. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar das valorizações pontuais, os baixos patamares internos e externos dos preços seguem preocupando o setor cafeeiro.

 

TRIGO: MAIOR PRODUTIVIDADE DEVE COMPENSAR MENOR ÁREA NA SAFRA 19/20

O semeio do trigo da safra 2019/20 avança no Brasil, mas a área destinada ao cereal deve diminuir em relação à do ano passado. Apesar disso, por enquanto, a previsão é de aumento na produção, devido à possível recuperação da produtividade. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é o oposto do observado em 2018, quando a área com trigo foi maior, mas o clima limitou a produtividade das lavouras de inverno. No Brasil, relatório divulgado pela Conab na semana passada indicou que a área de semeio do trigo pode ficar 3,3% inferior à da safra passada, somando 1,97 milhão de hectares – a maior redução vem do Paraná, que responde por 51,8%* da área total no País. Já a produção e produtividade devem crescer, passando respectivamente para 5,46 milhões de toneladas (+0,71%) e para 2,7 mil toneladas/hectare (+4,2%).

 

AÇÚCAR: BAIXA OFERTA SUSTENTA INDICADOR NA CASA DOS R$ 70/SC

O volume de açúcar cristal negociado no mercado spot de São Paulo aumentou na última semana. Entretanto, a oferta do produto proveniente da temporada 2019/20 disponível para pronta entrega permanece baixa – segundo colaboradores do Cepea, a maior parte do açúcar já produzido tem sido direcionada à entrega de contratos. Assim, os preços permaneceram na casa dos R$ 70,00/saca de 50 kg, patamar nominal observado em meados de fevereiro/19, período da entressafra 2018/19. De 6 a 10 de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 70,55/saca de 50 kg, alta de 0,7% em relação à média da semana entre 29 de abril e 3 de maio (R$ 70,06/sc).

 

MILHO: SETOR SE ATENTA AO RITMO DOS EMBARQUES

Os preços do milho continuam em queda no mercado brasileiro, influenciados, de acordo com pesquisadores do Cepea, pelo possível recorde na disponibilidade do cereal na temporada 2018/19. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 0,84% de 3 a 10 de maio, fechando a R$ 32,93/sc de 60 kg na sexta-feira, 10. Assim, um maior ritmo de exportação será fundamental para escoar o cereal em 2019 e limitar o movimento de baixa das cotações. Por enquanto, os embarques já apresentam melhora em relação aos verificados no ano passado.

 

SOJA: MESMO COM BAIXA EXTERNA, PREÇOS VOLTAM A SUBIR NO BR

Mesmo com a significativa queda nos contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) nos últimos dias, os preços de soja voltaram a subir no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea. De acordo com pesquisadores, o impulso esteve atrelado à valorização nos prêmios nacionais e às expectativas de maior demanda da China, cenário que elevou a liquidez no mercado de soja no Brasil. Entre 3 e 10 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) avançou 1,6%, a R$ 74,58/saca de 60 kg no dia 10. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou aumento de 0,3%, a R$ 69,38/sc de 60 kg na sexta. Quanto ao farelo de soja, embora grande parcela de avicultores se mostre abastecida, o movimento baixista vem sendo interrompido pela retração de parte das indústrias, que têm expectativas de aumento na procura de suinocultores.

 

Fonte: Cepea

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