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Boletim Semanal CBC Agronegócios

Boletim Semanal CBC Agronegócios

 

Fique por dentro das principais análises, projeções, preços e demais notícias do Agro dessa semana.

29/04 a 03/05 de 2019

 

ARROZ: INDICADOR REGISTRA FORTE ALTA EM ABRIL

Em abril, beneficiadoras consultadas pelo Cepea se mantiveram ativas no mercado para novas aquisições de arroz em casca, seja de depositado, bem como de arroz “livre” (armazenado nas propriedades rurais). De acordo com indústrias consultadas pelo Cepea, a venda de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores foi boa em abril, especialmente na segunda quinzena. Entretanto, na última semana, as negociações ficaram mais lentas, devido à “queda de braço” no repasse das altas do casca para o fardo. Do lado produtor, alguns orizicultores estiveram presentes no spot, comercializando lotes para cumprir com os compromissos de safra. Já outros, “fizeram caixa” com outras commodities, além daqueles que buscaram fazer EGF (Empréstimo do Governo Federal). Nesse cenário, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, subiu expressivos 8,53% em abril, fechando a R$ 42,97/sc de 50 kg no dia 30.

 

ALGODÃO: PREÇOS OSCILAM NO CORRER DE ABRIL

Por mais um mês, a cotação interna do algodão em pluma apresentou apenas pequenas oscilações ao longo de abril, de acordo com pesquisas do Cepea. Esse cenário se deve à disparidade entre os preços e à qualidade da pluma disponibilizada no mercado. Vale lembrar que os valores têm ficado entre R$ 2,91/lp e R$ 2,95/lp desde meados de janeiro. No acumulado parcial de abril (até o dia 30), o Indicador registra queda de 0,4%. A média parcial desse mês, de R$ 2,9297/lp, está somente 0,12% superior à de março/19, mas 14,21% abaixo da de abril/18, em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI de março/19). Parte das indústrias consultadas pelo Cepea trabalha com a matéria-prima estocada e/ou de programações realizadas anteriormente, enquanto outros demandantes adquirem a pluma a valores inferiores aos pedidos por vendedores. Apenas compradores em busca de pluma de qualidade que acabam pagando valores maiores.

 

CAFÉ: ALTA DAS COTAÇÕES EXTERNAS SUSTENTAM PREÇOS DO ARÁBICA

Os preços do café arábica estiveram firmes nos últimos dias, sustentados ora pela alta das cotações externas, ora pela valorização do dólar frente ao Real. Diante deste cenário e com a colheita ganhando força no País, alguns produtores consultados pelo Cepea retornaram ao mercado e negócios pontuais foram fechados. A expectativa de agentes é de que a liquidez interna aumente em maio, devido à necessidade de caixa de produtores para a colheita da safra 2019/20. Nessa terça-feira, 30, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 386,67/saca de 60 kg, alta de 0,6% em relação à terça anterior, 23. Quanto ao robusta, de acordo com pesquisadores do Cepea, os preços tiveram leve queda na semana passada, diante do recuo nos valores externos. A liquidez para a variedade também segue lenta, com apenas negócios pontuais sendo realizados no mercado físico. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a terça-feira, 30, a R$ 284,26/sc de 60 kg, baixa de 0,7% em relação à terça anterior, 23.

 

TRIGO: VENDEDOR CAUTELOSO E COMPRADOR RETRAÍDO DESAQUECEM MERCADO

Vendedores brasileiros consultados pelo Cepea estão cautelosos quanto à comercialização no segundo semestre. Com isso, ofertam lotes de trigo remanescentes no spot – essa tentativa de liquidar estoques pode estar atrelada ao fato de os preços serem considerados satisfatórios neste momento. Já demandantes sinalizam interesse nas importações e aguardam maior oferta do produto argentino. Assim, mesmo este sendo período de entressafra brasileira, as cotações estão em queda em algumas praças acompanhadas pelo Cepea. Além disso, as recentes baixas nos valores externos do cereal de inverno e nas cotações do milho também influenciaram as leves desvalorizações internas. No campo, o cultivo tem sido limitado pela falta de chuvas. No entanto, previsões indicam precipitações nas próximas semanas, o que deve favorecer o semeio e também o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas.

 

AÇÚCAR: CHUVAS DIMINUEM E MOAGEM É NORMALIZADA

O menor volume de chuvas na semana passada em regiões paulistas com lavouras de cana permitiu que usinas consultadas pelo Cepea voltassem a normalizar a moagem. Apesar disso, não houve aumento na oferta de cristal no mercado spot, visto que a prioridade foi a entrega de contratos e/ou a produção de etanol. Diante disso, os preços do açúcar seguiram firmes. De 22 a 26 de abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 69,53/saca de 50 kg, alta de 1% frente ao anterior, de R$ 68,85 (de 15 a 18 de abril). Especificamente no dia 29, o Indicador fechou a R$ 70,25/saca de 50 kg, após sete dias na casa dos R$ 69.

 

SOJA: RECUO NO PREÇO EXTERNO PRESSIONA COTAÇÃO NO BR

Apesar da postura retraída de vendedores nacionais e da alta do dólar, os preços domésticos da soja caíram ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da queda nos preços externos, que reduziu a paridade de exportação de soja no Brasil. Nesse cenário, entre 18 e 26 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou 0,7%, a R$ 76,11/saca de 60 kg na sexta-feira, 26. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná teve baixa de 1,3%, a R$ 71,16/sc de 60 kg no dia 26.

 

MILHO: DESVALORIZAÇÃO INTERNA E ALTA DO DÓLAR ELEVAM COMPETITIVIDADE DO MILHO BRASILEIRO

Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, influenciados pelo maior interesse de vendedores em negociar e pela pressão exercida por compradores, diante da perspectiva de oferta elevada nos próximos meses. Segundo colaboradores do Cepea, apenas os produtores com boas condições de armazenagem estão retraídos, à espera de recuperação nos preços. De 18 a 26 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu 4,3%, a R$ 34,29/sc de 60 kg na sexta-feira, 26. Os recuos nos preços domésticos aliados à valorização do dólar, por sua vez, têm aumentado a competitividade internacional do milho brasileiro, o que pode favorecer as exportações nos próximos meses.

 

Fonte: Cepea

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