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Boletim Semanal CBC Agronegócios

Boletim Semanal CBC Agronegócios

Fique por dentro das principais análises, projeções, preços e demais notícias do Agro dessa semana.

22 a 26 de Abril/2019

 

ARROZ: PREÇO DO CASCA SOBE PELA 5ª SEMANA CONSECUTIVA

As cotações do arroz em casca subiram no Rio Grande do Sul pela quinta semana consecutiva, impulsionadas pela posição retraída de orizicultores e pela postura ativa das beneficiadoras para novas aquisições. Segundo colaboradores do Cepea, produtores seguem concentrados na colheita, seja de arroz ou de soja, enquanto algumas indústrias têm buscado repor estoques. O ritmo de vendas, por sua vez, está melhor do que o da primeira quinzena do mês, apesar da valorização do produto. Assim, de 16 a 23 de abril, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, registrou alta de 1,3%, fechando a R$ 42,80/sc de 50kg nessa terça-feira, 23. No acumulado de abril (até o dia 23), o aumento é de 8,1% – o maior desde julho/18.

 

CAFÉ: COLHEITA DA SAFRA 19/20 COMEÇA A GANHAR RITMO; OFERTA DA 18/19 AINDA É ALTA

A colheita da safra 19/20 foi efetivamente iniciada em todas as regiões produtoras de café arábica e robusta. Apesar do adiantamento das atividades neste ano, o volume da temporada 2018/19 disponível no mercado ainda é significativo, segundo indicam colaboradores do Cepea. Alguns negócios de cafés remanescentes, inclusive, foram realizados nas últimas semanas, conforme a necessidade de caixa dos produtores. No geral, no entanto, a liquidez no mercado doméstico é considerada baixa, tendo em vista os menores preços interno e externo dos grãos, que estão próximos (ou, em alguns casos, até abaixo) dos custos de produção. Para o robusta, também não houve muito avanço no volume negociado. Nos últimos dias, negócios pontuais foram fechados no mercado físico, principalmente no início da semana passada. Na quarta-feira, 17, entretanto, as cotações externas de ambas as variedades tiveram forte queda, afastando os poucos vendedores do spot e reduzindo ainda mais a liquidez – para o arábica, os valores se aproximam de mínimas de 13 anos. Mesmo com a recuperação dos futuros na quinta-feira, 18, o feriado da Sexta-Feira Santa no dia 19 manteve agentes retraídos no final da semana passada.

 

ALGODÃO: RITMO DE NEGÓCIOS SEGUE LENTO E PREÇO PERMANECE ESTÁVEL

O mercado doméstico de algodão em pluma segue com baixa liquidez. Conforme colaboradores do Cepea, há indústrias em busca de lotes de boa qualidade, enquanto outras seguem utilizando a pluma contratada e/ou em estoque. Alguns compradores, ainda, estão interessados em adquirir lotes para entregas nos próximos meses. Do lado vendedor, muitos estão firmes nos preços pedidos, mesmo para os lotes mistos em qualidade. Parte dos produtores está fora do mercado spot, focada na entrega de contratos da safra 2017/18. Comerciantes, por sua vez, procuram lotes para cumprir programações e realizam negócios “casados”. Neste cenário, de 16 a 23 de abril, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, permaneceu praticamente estável (-0,14%), fechando a R$ 2,9194/lp nessa terça-feira, 23. Em abril (até o dia 23), o Indicador registra queda de 0,52%.

 

AÇÚCAR: CHUVA INTERROMPE PRODUÇÃO E IMPULSIONA VALOR DO CRISTAL

As usinas paulistas que haviam iniciado a moagem da cana da safra 2019/20 suspenderam a produção no início da semana passada, devido às chuvas em lavouras do estado. Esse cenário sustentou os preços do açúcar cristal no mercado spot, mesmo com a maior parte do produto comercializado ainda sendo da temporada anterior (2018/19). Segundo colaboradores do Cepea, apesar da redução no número de negociações, os volumes captados nos últimos dias foram maiores. A média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 68,85/saca de 50 kg no período de 15 a 18 de abril, alta de 2,73% em relação à média de 8 a 12 de abril (R$ 67,02/saca de 50 kg).

 

TRIGO: POSSÍVEL MAIOR OFERTA NO 2º SEMESTRE AFASTA COMPRADOR DO SPOT

O mercado de trigo está favorável ao comprador. No Brasil e na Argentina, a disponibilidade do cereal tende a ser maior no segundo semestre, visto que a expetativa inicial é de aumento da área cultivada nos dois países. Por enquanto, a oferta doméstica ainda é baixa – o que eleva a necessidade de importações. Do lado comprador, segundo colaboradores do Cepea, moinhos também estão afastados do mercado, alegando que os valores atuais do cereal atingiram um patamar limite. Além disso, muitos desses demandantes estão atentos à possível maior disponibilidade no segundo semestre. Quanto aos derivados, tanto a farinha quanto o farelo tiveram menor demanda por mais uma semana, contexto que pressionou os valores. De modo geral, compradores mantêm suas aquisições com o objetivo de cumprir contratos, sem acumular estoques.

 

SOJA: PREÇOS SOBEM, MAS MÉDIAS MENSAIS SÃO AS MENORES DESDE JANEIRO

As cotações da soja registraram ligeira alta na semana passada, devido à valorização do dólar frente ao Real, à relativa estabilidade dos prêmios e ao aumento de cotas nos armazéns portuários, cenário que aumentou também a liquidez no mercado. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá avançou 0,2%, a R$ 76,66/saca de 60 kg nessa quinta-feira, 18. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 0,3%, a R$ 72,11/sc de 60 kg nessa quinta. Pesquisadores do Cepea afirmam que, apesar dos recentes aumentos, na parcial deste mês, os valores da oleaginosa são os menores desde janeiro de 2019, em termos nominais. Isso se deve à menor procura de indústrias brasileiras, uma vez que grande parcela tem garantido os lotes por contrato a termo e negociado poucos volumes no spot. Além disso, as aquisições são para consumo a médio prazo, visto que agentes esperam preços menores.

 

MILHO: INDICADOR CHEGA A MENOR PATAMAR EM 5 MESES

A oferta superior à demanda tem mantido os preços do milho em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em Campinas (SP), os valores voltaram a operar próximos dos patamares observados em novembro do ano passado. Entre 12 e 18 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa Campinas (SP) caiu 2,32%, a R$ 35,84/sc de 60 kg na quinta-feira, 18, o menor patamar nominal desde meados de novembro/18. No geral, o ritmo de negócios está limitado, tendo em vista a disparidade entre as ofertas de compradores e os pedidos de vendedores. Além disso, alguns produtores têm dado preferência em comercializar a soja – vale lembrar que a cotação da oleaginosa está firme, favorecida pelas altas do dólar e dos preços externos. No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras de milho, o que pode resultar em antecipação da colheita.

 

Fonte: Cepea

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