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Boletim Semanal CBC Agronegócios

Fique por dentro das principais análises, projeções, preços e demais notícias do Agro dessa semana.

08 a 12 de Março/2019

Milho: com baixa liquidez, preços seguem em queda

As negociações envolvendo milho no mercado spot estão em ritmo lento e os preços, em queda. Segundo colaboradores do Cepea, vendedores têm limitado as vendas na expectativa de valores maiores no período de entressafra, enquanto compradores realizam apenas pequenas aquisições para repor estoques de curto prazo. O movimento de queda nos preços é mais expressivo nas regiões ofertantes – como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais –, onde o avanço da colheita aumenta a disponibilidade do cereal. Nos mercados consumidores, como o paulista e o catarinense, o movimento de baixa é limitado. Em algumas regiões, os preços chegaram a subir, influenciados pela necessidade de compradores e pela restrição de vendedores. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) teve queda de 0,9% entre 29 de março e 5 de abril, fechando a R$ 38,08/saca de 60 kg na sexta-feira, 5. Em março, o Indicador acumulou baixa de 9,2%.

 

Soja: encerramento da colheita aumenta ritmo de negócios no BR

A proximidade do encerramento da colheita de soja no Brasil e as expectativas quanto ao possível acordo comercial entre Estados Unidos e China – o que levaria o país asiático a voltar a comprar a oleaginosa norte-americana – têm levado sojicultores brasileiros a disponibilizar maiores lotes do grão no mercado. Quanto à demanda doméstica, indústrias adquirem apenas volumes pequenos – parte das fábricas indica ter estoques até meados de maio, alegando que as vendas internas de farelo e de óleo estão reduzidas. Além disso, com a finalização da colheita no Brasil, consumidores do complexo soja esperam adquirir volumes a preços menores. Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou ligeiro 0,3% entre 29 de março e 5 de abril, a R$ 77,45/saca de 60 kg na sexta-feira, 5. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná permaneceu estável (+0,01), a R$ 72,52/sc de 60 kg no dia 5. A queda no mercado doméstico foi limitada pela valorização dos contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago). A alta internacional, por sua vez, esteve atrelada às estimativas de menor área a ser semeada com soja nos Estados Unidos.

 

Açúcar: safra 2019/20 começa com preços do cristal em queda

O clima de início de safra fez com que os preços do açúcar cristal voltassem a cair no mercado spot de 1º a 5 de abril, primeira semana oficial da safra 2019/20 do Centro-Sul, segundo levantamento do Cepea. Pouco mais de 30% da amostra das usinas de São Paulo consultada pelo Cepea já havia iniciado a moagem da cana da nova safra até sexta-feira, 5. No entanto, poucas são as unidades já produzindo o açúcar Icumsa até 180 da nova safra para venda no spot. Dessa forma, a maioria dos volumes captados pelo Cepea nas negociações spot foi de estoques remanescentes da temporada 2018/19. A média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, de 1º a 5 de abril, foi de R$ 67,87/saca de 50 kg, queda de 0,38% em relação à média de 25 a 29 de março (R$ 68,13/saca de 50 kg).

 

Trigo: volume importado em março é o maior desde julho/18

Apesar da oferta elevada de trigo no segundo semestre de 2018 e das expectativas de maiores estoques de passagens, as importações de trigo seguem firmes. De acordo com pesquisadores do Cepea, a qualidade do produto colhido no ano passado ficou abaixo da expectativa, justificando a necessidade de importação, mesmo com as cotações externas em alta.  Segundo a Secex, em março, foram importadas 659,53 mil toneladas do grão, volume 8,9% superior ao de fevereiro e o maior desde julho de 2018. Deste total, 91,5% vieram da Argentina, 4,3%, do Paraguai e 4,2%, dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que ocorrem as importações, o excedente interno favorece as exportações. Em março, foram exportadas 125,27 mil toneladas, tendo como principais destinos a Indonésia e as Filipinas.

 

Arroz: cotações iniciam abril em alta no RS

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul abriram o mês de abril em alta. Esse cenário se deve à boa parte das indústrias ativa para novas aquisições e aos orizicultores vendendo lotes apenas para “fazer caixa”. Apesar das queixas quanto às vendas aos setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores, indústrias do RS e de outros estados aumentaram suas ofertas de compra para efetivarem alguns lotes no estado gaúcho. Orizicultores, por sua vez, seguem atentos nas atividades de colheita, tanto do arroz quanto da soja, porém, também dão preferência em vender outras commodities, como gado e soja, em detrimento do casca. De 2 a 9 de abril, o Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, subiu 0,9%, fechando a R$ 40,73/sc de 50 kg no dia 9.

 

Café: diferencial entre os preços do arábica e robusta chega a 100 reais/saca

O diferencial entre os preços dos cafés arábica e robusta tem crescido nos últimos meses no mercado brasileiro, de acordo com levantamento do Cepea. No geral, as duas variedades têm se desvalorizado em boa parte da temporada 2018/19, mas as baixas do robusta têm sido um pouco mais intensas, ampliando a distância frente ao arábica. Na parcial da safra (de julho/18 a 8 de abril/19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 (posto na cidade de SP) está 100,33 reais/sacas acima do Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 (peneira 13 acima). No mesmo período da temporada 2017/18, a diferença entre as variedades era de 84,61 reais/sc. A expectativa do setor, de acordo com pesquisas do Cepea, é de que esse diferencial siga estável nos próximos meses, tendo em vista as perspectivas baixistas para as duas variedades. No caso do arábica, a elevada quantidade produzida em 2018/19, a recuperação dos estoques nacionais e globais e a aproximação da colheita da safra 2019/20, que deve ter produção elevada para um ano de bienalidade negativa, vêm mantendo a pressão sobre as cotações. Para o robusta, as perspectivas também são de maior produção, o que deve resultar em novas quedas nas cotações.

 

Algodão: com vendedor firme e comprador cauteloso, preços sobem

Neste início de abril, poucos negócios envolvendo algodão em pluma têm sido captados para embarque imediato, de acordo com levantamento do Cepea. Vendedores estão firmes nos preços pedidos, enquanto compradores seguem cautelosos em aumentar os valores de suas ofertas. Dos lotes disponibilizados no spot, a maioria apresenta ao menos uma característica (como cor, micronaire, resistência ou fibra), o que reforça ainda mais a “queda de braço” entre os agentes consultados pelo Cepea quanto ao preço e à qualidade da pluma. Assim, entre 2 e 9 de abril, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registrou aumento de 0,07%, fechando a R$ 2,9444/libra-peso na terça-feira, 9.

 

Fonte: Cepea

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