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Trader brasileira é causadora de prejuízos entre grandes agrícolas

 

A indústria agrícola está sendo afetada negativamente pelo pedido de recuperação judicial de um trader de soja brasileira. Em um momento de abundancia em oferta global, as gigantes do ramo estão sendo prejudicas em cascata pela recuperação judicial da Seara Industria e Comércio Ltda. Esta que não tem nenhuma relação com a JBS, unidade de aves do mesmo nome.

Após fracassar na tentativa de reestruturação de R$2,1 bilhões (US$660 milhões) em dívidas com credores como a Credit Suisse, Rabobank e o fundo de investimento Amerra Capital Management LLP, a Seara Industria e Comércio Ltda fez o pedido de recuperação judicial no mês passado, porém o pedido foi negado.

Além destas principais credoras, a Seara também estaria com problemas financeiros com a Bunge, uma das maiores operadoras e processadoras agrícolas. A Sumitomo uma unidade da potência de commodities originada do Japão e a gigante em agroquímica Bayer.

A CHS, a maior cooperativa agrícola dos Estados Unidos, é a maior credora da Seara, principal fornecedora da Trader. As dívidas com a cooperativa americana chegam a R$680 milhões segundo os documentos judiciais. Em segundo lugar está a Robobank com R$254 milhões.

A única que deu alguma resposta sobre o pedido de recuperação judicial da companhia foi a CHS, que se diz “surpresa” com o pedido da Seara.

Em todo o mundo as traders vem passando por momentos difíceis, mas principalmente para as companhias brasileiras esta queda no faturamento vem sendo mais severa. A crise nacional e a seca em 2016 foram grandes responsáveis.

A Seara é uma empresa familiar com mais de 60 anos que iniciou em Sertanopólis, Paraná, e quando questionada sobre a situação da companhia disse que os débitos estão gerando baixa no fluxo do caixa.

A CHS espera que os pedidos já realizados pela Seara não sejam prejudicados pelo pedido de recuperação judicial, e que todos os carregamentos cheguem no tempo programado. A Agro Amazônia Produtos Agropecuários, uma empresa controlada pela Sumitomo no ramo de fertilizantes também está na lista dos credores.

Com operação em 4 terminais e movimentando 2 milhões de toneladas de grãos em 2016, a Seara teve uma receita de R$3,6 bilhões segundo a assessoria da própria empresa.

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