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Segunda safra de milho será mais cara e com preços menores

Analistas alertam impactos com tabelamento do frete

 

A expectativa dos analistas é que a safra 2018/2019 de milho seja mais cara e com tendência de preços mais baixos no ano que vem, resultado da redução dos volumes exportados em 2018. Por outro lado, o ciclo será maior em relação ao anterior e deverá aumentar os estoques de passagem no país.

Um estudo na Conab diz que o produtor deve encontrar um cenário mais confortável nesta safra, tanto em relação ao abastecimento no mercado, como em relação ao aumento de produção. No entanto, o mercado acredita que o resultado das eleições poderá afetar os preços domésticos, uma vez que os efeitos na economia interna podem trazer variações significativas na taxa de câmbio, hoje acima do patamar de R$ 4.

Outro fator relevante a ser monitorado pelos produtores são as questões relacionadas ao frete, que também devem influenciar no direcionamento do mercado de milho para a safra seguinte. “Isso em razão do tabelamento de preços, que deve aumentar o valor final do frete e, consequentemente, reduzir o interesse do produtor pela venda do produto. O que provocaria aumento na quantidade de milho em estoque e uma redução de preços”, diz o analista da Conab, Thomé Guth.

Segundo Guth, apesar do bom volume de milho negociado antecipadamente neste ano, o tabelamento de fretes tem travado novos negócios. “As tradings não têm entrado no mercado, deixando as negociações apenas para atendimento à demanda do setor animal e indústrias de etanol”, explica.

O consultor de grãos, Carlos Cogo, diz que a tendência é de sustentação dos preços no mercado físico até o fim deste ano, refletindo no aumento da paridade de exportação e o recuo da oferta interna total. Ele ressalta, porém, a queda das exportações neste ano, ao redor de 15% abaixo do embarcado no mesmo período de 2017, o que poderá impactar a próxima safra.

“A perspectiva de que as exportações fiquem bem abaixo da projeção inicial e do volume exportado em 2017, pode provocar uma elevação expressiva dos estoques finais, refletindo em recuo dos preços a partir dos primeiros meses de 2019”, reforça.

Cogo alerta ainda para uma recuperação prevista para a safra argentina de milho. “Com essa estimativa e de que haverá expansão na área da segunda safra brasileira e da oferta total no Brasil, isso pode determinar a redução dos patamares médios de preços em relação aos verificados ao longo de 2018”, pondera.

 

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