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Saiba as tendências para o mercado do agro em 2019

Conab divulga as tendências para as próximas safras brasileiras

 

A área plantada de soja vai aumentar na safra que começa a ser plantada mês que vem? E o milho, vai dar conta da demanda internacional? Analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estudaram as tendências das principais culturas do agro brasileiro para a próxima safra e respondem a estas perguntas. Confira abaixo:

 

Soja – Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que a safra mundial de soja em grãos deve ser a maior da história: 367 milhões de toneladas. E o Brasil se aproxima da liderança. Do total de produção, o Brasil planta 120 milhões de toneladas, atrás apenas dos Estados Unidos, com 124 milhões. O grão deve continuar sendo o de maior rentabilidade e liquidez do mercado. Para 2019, espera-se que os agricultores brasileiros aumentem a área de soja nos principais estados produtores.

 

O Brasil ainda é o maior exportador de soja do mundo, com 75 milhões de toneladas em grãos exportados – um aumento de 0,47%, em relação às exportações da safra 17/18 estimada em 74,65 milhões de toneladas, segundo o USDA. Nesta safra futura, calcula-se que o Brasil esmague 42,70 milhões de toneladas de soja em grãos, o que significa uma redução de 0,70% em relação à última safra.

 

Milho – Para 2019, o milho pode enfrentar um mercado acirrado. O USDA apresentou um relatório com uma queda significativa no estoque mundial do milho, que saiu de 227,7 milhões de toneladas na safra 16/17 para 151,9 milhões em 2018/19. A queda é consequência do aumento do consumo mundial – entre rações para os animais e produção de etanol – e uma produção que não acompanha a demanda. A relação estoque/consumo era de 22,0% e agora chegou a 14,0%. A projeção de produção para o Brasil chega a um valor de 96,0 milhões de toneladas na safra 18/19, isto é, um incremento de 16,81%, se comparado à safra anterior e um pouco abaixo da safra 2016/17 (1,88%).

 

Mas, para atingir o volume de produção mencionado pelo USDA, o país terá que aumentar a área plantada da 1ª safra de 5,07 milhões para 300 mil de hectares, e com uma produtividade média de 5,35 ton/ha. Mesmo assim, o produtor tenderá a encontrar um cenário mais confortável tanto no abastecimento do milho no mercado quanto nos preços domésticos.

 

O tabelamento dos fretes deve afetar diretamente os preços internos. Se os fretes estiverem muito altos como em julho de 2018 (quando os preços tabelados estavam 30% maiores que no mesmo período de 2017), os agricultores poderão diminuir sua comercialização, afetando mais ainda o consumo interno.

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