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Saiba a influência do dólar e do El Niño na safra de soja 2018/2019

O Brasil deve produzir 120,5 milhões de toneladas de soja na safra que começou a ser plantada agora. A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) baseando-se nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra brasileira.

O USDA aponta que as áreas plantadas no país devem ter expansão de quase 7%, chegando a 37,5 milhões de hectares. A produtividade, por sua vez, deve ficar ao redor de 3,2 quilos por hectare. Números da Cogo Consultoria mostram que a área de soja crescerá influenciada pelo Nordeste, com projeção para crescer 8,7%. Nessa região, o crescimento será puxado pela Bahia, com estimativa de plantar 1,759 milhão de hectares, 10% a mais que na safra passada.

Para chegar a números tão otimistas, é preciso que o clima colabore. Apesar do alerta de uma possível formação do fenômeno El Niño, o meteorologista Marco Antonio dos Santos minimiza os riscos e explica que, caso venha a se formar, o El Niño “virá mais para o fim do ano e ao longo do verão, em 2019. Contudo, será extremamente fraco e de curta duração, sem grandes impactos”, diz.

O meteorologista afirma que produtores devem monitorar o Matopiba. “As águas do Oceano Pacífico estão com as temperaturas mais quentes do que o normal. Isso provocará chuvas irregulares no norte e no Matopiba, onde há alerta amarelo em algumas áreas do oeste da Bahia e do sudeste do Piauí, que poderão ter veranico um pouco maior”, pondera.

Com o dólar cotado acima do nível de R$ 4 desde agosto, as exportações devem crescer 5,64%, a 72 milhões de toneladas, estima a Conab. O motor para esse crescimento vem da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Cogo avalia que a disputa comercial deve manter pressão baixista nos preços da soja.

“No longo prazo deve haver algum aceno de acordo entre eles e uma normalização do comércio de grãos em termos globais”, aposta. Segundo ele, neste ano, as exportações de soja em grãos e farelo cresceram 14% e 18%, respectivamente, embaladas pela disputa entre os países, alta dos prêmios nos portos brasileiros e pela disparada do dólar.

Com tendência baixista nos primeiros meses de 2019 e recuo dos prêmios nos portos brasileiros, ele aposta na queda da cotação do dólar após o resultado das eleições no Brasil. “No entanto, há uma tendência de queda de área nos Estados Unidos, que pode elevar novamente os preços no mercado futuro na bolsa de Chicago”, reforça o consultor.

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