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O que esperar do dólar na hora de comprar insumos em 2019

Se durante o período eleitoral, o mercado financeiro ignorou fatores externos, agora os assuntos lá de fora ganharam peso e influenciam na elevação da moeda. A cotação do dólar se valorizou em mais de 6% desde o fim do segundo turno das eleições e voltou a ficar acima do patamar de R$ 3,90.

Analistas veem um cenário desafiador para as economias de países emergentes em 2019 influenciado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China. Recentemente, os dois países concordaram não elevar tarifas de seus produtos até o fim de março. Além disso, o mercado internacional está vendo uma desaceleração de importantes economias como a chinesa e da zona do Euro.

Para 2019, o consultor de grãos Carlos Cogo aposta que o preço do câmbio fique entre R$ 3,80 e R$ 3,90. “Somente uma surpresa, como uma rápida aprovação da reforma da Previdência, de forma ampla e consistente, poderia puxar a taxa cambial para um patamar próximo de R$ 3,50”, avalia.

O economista Silvio Campos reforça que o cenário externo é cauteloso e pode levar a moeda estrangeira ao nível de R$ 4, caso a disputa comercial se intensifique e a inflação norte-americana continue subindo.

Porém, não é apenas o exterior que determinará o preço da moeda. Aqui, além de um novo governo, os analistas acreditam que um alívio no dólar só seria possível com a aprovação de reformas estruturais.

“Enquanto o governo não demonstrar a capacidade de aprovar a reforma da Previdência e o exterior seguir tenso, é viável que o câmbio oscile ao redor de R$ 3,90. Isso talvez dure mais uns dois meses. Ao longo do ano, o preço será definido pelo desdobramento dessas questões internas e externas”, opina Campos.

Diante de tantas incertezas, o produtor rural questiona qual será o momento para a compra de insumos para a próxima safra. “A questão da cotação favorável é muito relativa. O que mais importa para o agricultor não é a taxa de câmbio no período de compra de insumos, e sim, que não ocorra um descolamento expressivo do dólar entre o momento de compra dos insumos e de início da comercialização da colheita da próxima safra”, explica Cogo.

 

O ano também será desafiador para as commodities. Cogo ressalta a tendência de baixa dos preços tanto da soja quanto do milho, “especialmente nos primeiros meses de 2019”, diz. Quanto à disputa comercial, um acordo entre Estados Unidos e China puxaria os prêmios nos portos brasileiros para baixo, porém, elevando as cotações futuras na Bolsa de Chicago. Contudo, sem acordo, os prêmios voltariam a subir aqui.

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