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Como será o governo de Bolsonaro para o agronegócio?

Inegavelmente, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República deve-se em parte à comunidade do agronegócio, que não mediu esforços em apoiá-lo. Eleito com 57,7 milhões de votos e nos principais estados do setor, agora, produtores rurais querem saber como será a governabilidade de Bolsonaro para o agronegócio.

O economista Antonio da Luz avalia que Bolsonaro recebeu apoio de ampla maioria dos produtores rurais por apresentar propostas para o país, e não necessariamente para o setor. “O agro precisa que o país tenha estabilidade, respeito às regras e menos preconceito com a produção agropecuária”, diz.

Apesar de o plano de governo apresentado na campanha de Bolsonaro não detalhar as propostas para o agronegócio, o cientista político, Christian Lohbauer, destacou o enfrentamento à política agrária mencionado no documento. “É ela é ineficiente e ideológica. Se preservar o direito de propriedade já está muito bom”, comenta.

Enquanto a equipe econômica do futuro governo declara que a prioridade deve ser a reforma previdenciária – a contribuição rural já foi algumas vezes apontada como a vilã do rombo na Previdência – especialistas e entidades listam as necessidades do agronegócio a partir de 1º de janeiro de 2019.

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) destacou que a logística, o comércio internacional, o crédito rural e seguro agrícola devem ser as principais demandas para o presidente eleito. A Sociedade Rural Brasileira (SRB) ressalta a adequação das práticas de controle da sanidade animal e vegetal e a abertura de novos mercados. A pauta também é defendida por Lohbauer, que chama o processo para acessar o comércio exterior de “lento e há anos negociado com mercados errados”.

Segundo Antônio da Luz, a prioridade deveria ser a abertura dos investimentos em infraestrutura para o setor privado. “Se isso for feito, poderemos reduzir drasticamente nossos custos com transportes. É preciso fomentar as hidrovias e ferrovias. Além de desburocratizar processos para o produtor”, defende  o economista.

Para o presidente eleito, a prioridade parece ser a composição dos ministérios, com membros da equipe afirmando que a proposta de campanha em unificar as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente para reduzir custos deve sair do papel. “As diferenças entre os ministérios devem ser resolvidas dentro da mesma administração”, comenta Lohbauer.

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