× ENTRAR CADASTRE-SE

Como as mudanças climáticas podem afetar o agronegócio

A temperatura do planeta vai sofrer um aumento de até 2ºC até 2050, o que deverá provocar mudanças drásticas no agronegócio: redução da irrigação, aumento na aridez do solo, mais secas e geadas fora de época, maior incidência de pragas e doenças. Esses dados são do Banco Mundial, que alerta para o desequilíbrio agrícola na produção.

 

No caso do Brasil, pode haver uma queda no volume vendido em exportações. Mas nem tudo são más notícias, como explica o meteorologista e sócio-diretor da Somar Meteorologia, Paulo Etchichury. “Não existe forma de evitar o aquecimento global, faz parte de um ciclo natural” explica. “O que se pode fazer é apenas seguir algumas alternativas de adequação”. Segundo Etchichury, há três fatores que estimulam o processo de transição para adequação: mitigação, adaptação e inovação.

 

Mitigação – A mitigação funciona como um “freio” no aquecimento global, um conjunto de medidas que, se adotadas correta e rapidamente, contribuirão para minimizar os efeitos das mudanças no clima e evitação diminuir a produtividade. Um exemplo é a redução das quantidades de gases de efeito estufa da pecuária. Com boas práticas agropecuárias é possível reduzir os volumes de CO² e metano emitidos pela pecuária.

 

Adaptação – O agronegócio se adapta às novas mudanças de temperatura no planeta fazendo com que as culturas se adaptem às demandas da natureza. Já estão em desenvolvimento variedades de soja e milho geneticamente modificadas para se adaptarem a solos mais áridos e estresse hídrico.

 

Inovação – Paulo Etchichury diz que, para enfrentar as mudanças no clima os produtores precisam de inovação. Vários exemplos em uso hoje foram criados e incorporados por agricultores: variedades de grãos e hortaliças que se adaptam às diferentes condições de solo e clima, sistemas de cultivos com rotação de culturas, diversificação da produção, implantação de agricultura sustentável com bom manejo de pragas são bons exemplos.

 

Além disso, existem são barreiras não tarifárias aplicadas no país que funcionam como ação contra o aquecimento global. Segundo a Embrapa, a obrigatoriedade de compra de carne com origem controlada e desvinculada do desmatamento na Amazônia é uma delas.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, com 5,7% do mercado global. O país está atrás apenas dos Estados Unidos (11%) e a Europa (41%). Em relação às mudanças climáticas, o Brasil responde por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Através da CBC Agronegócios você pode se conectar com milhares de empresas para comprar ou vender seus insumos agrícolas. Basta se cadastrar, colocar sua oferta ou negociar com outras partes. Clique aqui para se cadastrar

Já é cadastrado, crie seu hábito produtivo. Insira indicações e acompanhe mercado.