× ENTRAR CADASTRE-SE

Por Evelyn Gomes

Nós da CBC Agronegócios já falamos sobre a importância de práticas ESG e de algumas alternativas de rentabilização do agronegócio de modo sustentável como o crédito de carbono e o agrovoltaico além das fazendas verticais, no entanto, as vezes essas alternativas bastante inovadoras e complexas podem parecer de difícil acesso para pequenos agricultores e empreendedores do setor. Porém vocês sabiam que elas fazem parte da Bioeconomia? E que provavelmente você já é consumidor dela com itens mais simples?

Mas, afinal o que é bioeconomia? É um modelo de produção baseado no uso de recursos biológicos como matérias-primas com a intenção de substituir recursos e combustíveis fosseis ou não renováveis trazendo sustentabilidade aos sistemas de produção e pode ser vista na produção de plásticos biodegradáveis, biopolímeros, biopesticidas, pigmentos, alimentos funcionais e biofortificados além de alimentos, medicamentos, fragrâncias e até mesmo cosméticos.  

Apesar do termo ser novo no Brasil, a sua prática não, desde os anos 70 fazemos uso da bioeconomia como alternativa para driblar a crise do petróleo ocorrida na época e que culminou no Programa Nacional do Álcool (Proálcool), além de superada essa adversidade podemos comemorar o posto de atual segundo maior produtor de etanol e o maior exportador global.

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a bioeconomia é responsável por gerar 22 milhões de empregos e movimentar aproximadamente 22 trilhões de euros em todo o mundo, as expectativas da instituição é que até 2030 ela represente 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) dos países membros. O Brasil apresentará uma posição de destaque já que além da grande biodiversidade há políticas públicas destinadas ao fortalecimento das cadeias produtivas que fazem uso dos recursos naturais.

Com a capacidade de integrar a indústria e a agricultura fazendo com que eles se tornem parte do mesmo processo de desenvolvimento econômico e promovendo a economia circular. Na agricultura em especial, a bioeconomia tem o potencial de utilizar e aprimorar a multifuncionalidade em favor da produção de alimentos, fibra, energia, prestação de serviços, ambientais e ecossistêmicos, química verde e entre outros.

Para se ter uma ideia da relevância para o tema no agronegócio, 57% do valor de venda do setor foi impactado diretamente pela bioeconomia já no ano de 2016. Os setores de bioinsumos e biodefensivos tem demonstrado grande desenvolvimento econômico e geraram uma receita de R$ 675 milhões em 2019, um crescimento de 15% em comparação com o no anterior. O Biocontrole por sua vez, é a aposta do mercado global de defensivos agrícolas que irá corresponder a uma fatia que varia entre 20% e 50% com grandes chances de quadruplicar a sua presença no ramo.

Para que além desses itens, outros insumos e outros tipos de recursos provenientes da bioeconomia façam parte da rotina do agricultor e de toda a cadeia produtiva do agronegócio em 2020 foi lançado o Programa Nacional de Bioinsumos cujas ações são focadas em:

  • Financiamento de biofábricas;
  • A elaboração de um marco regulatório que incentiva a produção e uso de bioinsumos;
  • Criação de levantamentos e sistematizações de experiências nacionais e internacionais;
  • Valorização dos conhecimentos científicos e relativos à produção e uso de bioinsumos;
  • Entre outros tópicos que prometem alavancar a indústria no país;

O Embrapa também adicionou ações para a inserção estratégica da Bioeconomia Brasileira no contexto mundial ao seu VII Plano Diretor centrando suas atenções em Nanotecnologia, Energia, química, tecnologia da biomassa, fibras e biomassa para uso industrial, para ver a lista de ações e benefícios é só clicar aqui.

E, se você já usa algum item participante da bioeconomia, conte para a gente!