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Por Evelyn Gomes

Essa é uma boa notícia para aqueles produtores ou agentes da cadeia do agronegócio que necessitam de um auxílio financeiro para crescer o seu negócio e alavancar o seu faturamento. Por aqui no blog já apontamos conhecimentos básicos a respeito da captação de cliente e técnicas de negociação bem como informamos a respeito de temas relacionados a gestão como contabilidade, impostos, gestão de estoque e até mesmo aquelas matérias que impactam diretamente a sua produção como fenômenos climáticos e pragas

Entretanto, esses problemas se tornam secundários à medida que você, produtor, vendedor ou intermediário da cadeia não tem um fluxo financeiro que seja capaz de sustentar o seu negócio, afinal, o pilar financeiro é um dos mais importantes e que pode tomar ainda mais seu tempo na administração. Apesar de já termos abordado o tema em diversas ocasiões, inclusive explicando as modalidades de crédito, o plano safra e quais são as atenções necessárias na hora de adquirir um, nem sempre o acesso à ele é facilitado. 

Por esse motivo é tão importante o impulso que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) quer aportar ao nosso setor. Para quem não sabe a CVM é uma autarquia (lei 6.385 de 1976), ou seja, uma entidade de administração pública indireta que faz parte do Sistema Nacional Financeiro (SFN) que tem como objetivo a fiscalização, normatização e desenvolvimento do mercado de ações e de valores mobiliários no país, apesar de estar relacionada ao Ministério da Fazenda, essa entidade é autônoma e tem atuação independente do Governo Federal. 

Para que possamos entender melhor sobre a parceira e a relevância dela, precisamos entender todos os conceitos que tangem as siglas e que estão muito mais presentes em boletins econômicos que no nosso dia-a-dia. Mas, afinal o que são valores mobiliários? 

São títulos relacionados a propriedade ou de crédito, também conhecidos como títulos financeiros emitidos por órgãos públicos e ou providos que apresentam características diferentes entre si, entre eles:

  • Ações;
  • Cupons cambiais; 
  • Bônus de subscrição; 
  • Contratos futuros; 
  • Contratos derivativos; 
  • Debêntures; 
  • Cédulas de debêntures; 
  • Certificados de depósitos de valores mobiliários; 
  • Notas comerciais; 
  • Títulos ou contratos de investimento coletivo;

E, como isso afeta o agronegócio? Estima-se que ao menos a agropecuária necessita de aproximadamente R$ 1 trilhão para fortalecimento e crescimento do setor, sem contar as outras cadeias produtivas e o mercado brasileiro de valores mobiliários tem a capacidade de suprir mais da metade desse valor, R$ 600 milhões a partir da ampliação de oferta de crédito para produtores rurais, segundo o diretor-geral do conselho de exportadores de café Cecafé, Marcos Matos. 

Os acordos que foram celebrados na capital federal, Brasília, no último dia 26, também mostraram um crescente interesse em que pequenos e médios produtores acessem o mercado de capitais, bem como atrair novos investidores nas ofertas do agronegócio. 

Para garantir o sucesso e a obtenção de créditos de modo consciente, a CVM juntamente com o IPA (Instituto Pensar Agropecuária) pretende realizar eventos de capacitação como seminários, fóruns, elaboração de materiais educacionais além de pesquisas voltadas ao setor. Já o acordo celebrado com o IBDA (Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio) pretende aumentar a divulgação das opções de financiamento do agro no mercado de capitais, além de propiciar mais educação aos tomadores desses créditos. 

Com dinheiro em caixa e um bom planejamento no uso desse crédito, você pode se concentrar em outras etapas de suma importância no seu negócio como ampliar a produção, aumentar o seu faturamento vendendo mais e atingindo mais clientes. Quer fazer isso de forma rápida, simples e segura? Fiquem de olho nas novidades da CBC Agronegócios no instagram @cbcagronegocios e aqui no blog.