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Açúcar: Brasil pede à Argentina inclusão no Mercosul

 

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil deve pedir à Argentina que aceite a inclusão do açúcar brasileiro no acordo do Mercosul, para que a commoditie possa fazer parte das negociações entre o Mercosul e a União Europeia.

De acordo com Blairo Maggi (Ministro da Agricultura), o açúcar brasileiro só não está presente no acordo econômico sul-americano porque tanto o governo quanto os produtores argentinos temem uma avalanche de açúcar brasileiro barato na Argentina, o que prejudicaria a produção local.

Em contrapartida, após um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Maggi afirmou que daria garantias ao governo argentino de que o Brasil não iria invadir o mercado argentino.

Ainda de acordo com o ministro, a inclusão do açúcar brasileiro na lista de produtos sem taxas do Mercosul é fundamental para que o mesmo possa ser inserido nas discussões em andamento de um acordo bilateral entre o Mercosul e a União Europeia.

Desde 1991, com o surgimento do Mercosul, as negociações do mercado açucareiro ficaram de fora da integração econômica e tarifária do bloco, deixando o açúcar como uma das exceções ao livre comércio sul-americano.

O que os argentinos pensam disso?

O Centro Açucareiro, que é uma associação de empresas do setor açucareiro na Argentina, disse desconhecer qualquer projeto que vise a inclusão do açúcar brasileiro no acordo, mas se opõe completamente a esta ideia.

De acordo com o Centro Açucareiro, mesmo com os pedidos dos produtores brasileiros é mais provável que não haja qualquer mudança quanto a isso, pois a alteração dessa regra precisaria ser aprovada pelo parlamento argentino, que é convincentemente contra essa medida.

Já o Ministério da Agricultura Argentina disse em entrevista à Reuters que não há nada firme quanto à questão, pois este tema é de interesse do Brasil e poderia ser solicitado por equipes técnicas, mas até agora não houve nenhum progresso nesse sentido.

Atualmente o Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar em todo o mundo, com vendas no mercado externo que chegam em 27 milhões de toneladas. Enquanto isso, a Argentina é o décimo maior exportador, com números que chegam a pouco mais das 500 mil toneladas.

A reunião entre o presidente brasileiro e o argentino ocorreu na última terça-feira (07), e o assunto deve ter sido colocado em pauta por Michel Temer, mas até agora não se tem nenhuma novidade sobre a reação de Mauricio Macri, presidente argentino.

Dessa maneira, os rumos dessa negociação podem causar um grande impacto no mercado interno de açúcar e diante de tudo isso, é importante que tanto o produtor, quanto compradores, corretores e cooperativas consigam manter uma ampla visão do mercado do algodão, tanto externo quanto interno.

Sendo assim, a CBC reafirma a importância da sua plataforma de negociação de commodities, 100% online e que conecta quem está vendendo com quem quer comprar, estejam eles no mercado interno ou externo, através de operações como Bid&Ask, que contam com salas exclusivas de negociação e intermediação.

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